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23/08/2007

Seja um embaixador das árvores nativas do Pantanal!

UFMS

Mantendo esse ritmo é provável que a mata nativa na bacia do rio Paraguai seja extinta em 45 anos e a bacia do rio Paraná já terá sido extinta. Foto: Alcides Faria

Uma campanha realizada em Campo Grande (MS) está mobilizando estudantes, universitários, ambientalistas e pessoas interessadas na defesa das matas nativas, a se tornarem “Embaixadores das Árvores do Pantanal”. A idéia partiu da professora de engenharia ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Sônia Hess com o objetivo de sensibilizar a população e o poder público contra o desmatamento no Estado.

Para ganhar o título de “Embaixador das Árvores” os interessados devem mandar um e-mail para soniahess@gmail.com ou defesadasarvores@gmail.com, declarando que deseja ser Embaixador, informar o nome completo e a instituição (se for universitário, qual curso).
Feito o cadastro o futuro embaixador deverá entrar em contato com os professores, para rubricar um crachá produzido artesanalmente pelo próprio participante, escrito:
Embaixador de Árvores e o nome.

No clima da campanha este crachá pode ser de material reciclado, papelão, entre outros materiais reaproveitáveis. Após receber uma mensagem confirmando que foi cadastrado(a) como embaixador(a), o participante deverá visitar diversos lugares da cidade divulgando o movimento em defesa das árvores.

Mobilização – A iniciativa dos embaixadores converge para uma mobilização em defesa das árvores nativas do Estado, no dia 25 de agosto, sábado, às 9 horas, na Praça do Rádio Clube, em Campo Grande. Quem quiser participar deverá ir com roupas pretas, faixas e cartazes confeccionados artesanalmente.

Segundo a professora Sônia Hess “a meta é sensibilizar os representantes nos poderes legislativo, executivo e judiciário para que elaborem leis e tomem medidas para evitarem que nossas árvores continuem sendo dizimadas. Isto é necessário, porque indústrias siderúrgicas que já existem ou que estão se instalando em MS, estão usando carvão de mata nativa para processar o minério de ferro. Para cada tonelada de ferro produzida consome-se uma tonelada de árvores nativas. Isso tem que parar, senão, não vai sobrar nada para as gerações futuras, adverte a professora”.

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Hellen Christine




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