Vale do Rio Docê prevê US$ 1 bilhão para pólo siderúrgico em Corumbá, MS

Fonte: Correio do Estado 09/09/04

A Vale do Rio Doce deve liderar investimentos que podem chegar a US$ 1 bilhão no pólo minero-siderúrgico da região de Corumbá. O interesse foi confirmado pelo diretor-presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, depois de se reunir com o governador José Orcírio dos Santos, no dia 8 de setembro. Agnelli frisa que “a partir do momento em que o gás é uma realidade, a Vale do Rio Doce passa a olhar Corumbá como uma área estratégica, tanto na área de manganês – que foi a nossa conversa com o governador”. Em relação ao minério de ferro, a empresa já possui uma unidade em funcionamento.

O diretor da Vale comenta: “queremos ampliar a capacidade da mineradora de ferro; nós precisamos ter mais reservas e estamos investindo para determinar qual o tamanho e qual a vida dessa reserva”. O objetivo da conversa com o governador foi o de acelerar esses projetos e mostrar ao governador essa posição.

Para o senador Delcídio do Amaral (PT), com o preço do gás diferenciado na região de Corumbá, Ladário e Porto Suarez, o Estado começa a atrair investimentos. “Duas das maiores mineradoras do mundo (Vale e RTZ) já demonstraram interesse em investir na região, porque existem condições para desenvolver projetos minero-siderúrgicos na região de fronteira. Os investimentos totais devem ficar em torno de US$ 1,5 bilhão na região, gerando mais emprego, maior arrecadação e trazendo investimentos para uma região que precisa mais do que nunca ter perspectivas e resgatar a importância histórica que tem no nosso Estado”.

Em 2004, a Vale do Rio Doce fará investimentos de US$ 2 bilhões no País; em 2003, outros US$ 2 bilhões e, para 2005, deverá ficar também em torno disso, comentou Agnelli.

Prazo
A Vale pediu prazo de dois meses para estudar com profundidade o assunto e apresentar oficialmente o projeto de investimento.

Agnelli admitiu que o pólo é viável e a Vale entra com tudo na disputa pelo projeto. Mas o primeiro passo é ampliar a produção da mineradora Ferro-Ligas, que estava desativada e retomou o funcionamento a partir de 1999, atendendo a apelos do governador e devolvendo os empregos a 300 operários. “Já há algum tempo olhamos a evolução de Mato Grosso do Sul”.

O gás natural é vendido a US$ 1,5 por milhão de BTUs em Corumbá, enquanto em outras regiões do País chega a custar o dobro. A Vale do Rio Doce mantém em Corumbá a Urucum Mineração, considerada a terceira maior empresa de mineração da região Centro-Oeste. Sua capacidade de produção mensal em 2003 foi de 40 mil toneladas de manganês, 90 mil toneladas de ferro e 1,8 mil toneladas de ligas. A Companhia estima que as reservas de minério de ferro de Corumbá perdurem por 30 anos, e as de manganês, por 80 anos.

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