Áreas protegidas

Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense

Na década de 1970, houve modificação do ciclo natural de cheia e seca do Pantanal, causada principalmente pelas ações do homem. Pesquisadores e a sociedade civil organizada reivindicaram então a criação de uma Unidade de Conservação (UC) para resguardar uma amostra dos ecossistemas pantaneiros. Assim, foi criada em 28 de maio de 1971 a Reserva Biológica do Caracará, em Mato Grosso, através da aquisição de parte de uma antiga fazenda de criação extensiva de gado que, após a histórica grande enchente de 1971 ficou com grande parte de seu território submerso.


Em 1981 o Governo Federal criou o Parque Nacional (Parna) do Pantanal Mato-Grossense, juntando a Reserva Biológica do Caracará e o restante da área da antiga fazenda, totalizando 135 mil hectares na Bacia do Alto Paraguai (BAP). O parque está localizado totalmente no Estado de Mato Grosso e sua Zona de Amortecimento (entorno) abrange os municípios de Cáceres (MT), Poconé (MT) e Corumbá (MS).


O Parna Pantanal é rico em biodiversidade e aspectos culturais. A Unidade de Conservação é importante para a manutenção da avifauna, por oferecer abundância de alimentos, abrigos e locais para reprodução. A flora do parque está praticamente intacta, comprovando o papel de conservação da área protegida. A UC contribui para a manutenção dos processos hidrológicos do Pantanal e serve de abrigo para várias espécies da fauna raras ou ameaçadas de extinção. 


Registros históricos e pré-históricos conferem ao Parna Pantanal a condição de guardião de importante patrimônio cultural. Ali são encontrados sítios arqueológicos ainda pouco conhecidos e vestígios de construções erguidas durante a Guerra do Paraguai.


Reservas privadas brasileiras no Pantanal

Com o objetivo de proteger permanentemente os bens naturais da região, a Fundação de Apoio à Vida nos Trópicos (Ecotrópica), em parceria com a organização não-governamental The Nature Conservancy (TNC), adquiriu três fazendas vizinhas ao Parna Pantanal, e transformou-as em Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).


Desta forma, as áreas protegidas aumentaram em 44% e incluíram a Serra do Amolar e corredores ecológicos ao seu redor. Nas fazendas Acurizal e a Penha as áreas protegidas como RPPNs totalizam 26.400 hectares e na Fazenda Dorochê, 26.518 hectares.


A região recebeu em 2000, da Unesco, título de Patrimônio Natural da Humanidade, o que estimula e facilita a realização de ações para a conservação, elaboração e implementação de políticas nacionais de meio ambiente e captação de recursos financeiros.


Para se ter idéia das riquezas e abundância da biodiversidade nas áreas do parque e das reservas, até 35,7% dos mamíferos e 39% das aves de todo o Pantanal podem ser encontradas na região.
 
Reserva indígena Guató

Foi criada em 1996 para atender a reivindicação dos indígenas da etnia Guató que viviam na periferia de Corumbá. A Reserva de 10.900 hectares está na Ilha Ínsua, em Corumbá, na fronteira com a Bolívia. Ali vivem cerca de 29 famílias praticando pesca artesanal, agricultura de subsistência, produzindo farinha de bocaiúva e criando ou caçando pequenos animais. A comunidade tem sido atendida por programas sociais e possui uma escola e atendimento de agentes comunitários.


Estação Ecológica Taiamã

Está localizada mais ao norte do Pantanal, é uma área brasileira protegida com 11.200 hectares. Sua região é um berçário para os peixes pois as águas do rio Paraguai ficam bem mais lentas e calmas devido à formação dos meandros (quando o leito do rio fica mais estreito e delicado, dividindo-se em vários canais). No entanto, grandes comboios de barcaças que transportam grãos e minérios, principalmente, estão promovendo alterações nas condições naturais do rio Paraguai, destruindo as matas ciliares e os barrancos, porque não conseguem fazer as curvas e chocam-se contra suas margens. 


A Estação Ecológica Taiamã é uma das regiões mais frágeis e delicadas no rio Paraguai, mas continua sendo uma das que mais sofrem com os impactos negativos da navegação comercial.


Área Natural de Manejo Integrado San Matías

É uma enorme área protegida legalmente na região pantaneira boliviana e possui 2.918.500 hectares. Traz as influências do bioma Bosque Seco Chiquitano. Foi criada em 1997 e 12% de sua área ocupa a BAP. 

Parque Nacional Pantanal de Otuquis

Tem 1.005.950 hectares e foi criado também em 1997. Juntamente com a Áreas Natural de Manejo Integrado e San Matias e outras áreas protegidas representa cerca de 90% de áreas protegidas dentro do Pantanal boliviano. Cerca de 24% de sua área está em região da BAP.