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23/07/2009

WWF - Etanol x grãos: conclusão precipitada?

O  WWF Brasil publicou o documento Impacto do mercado mundial de biocombustíveis na expansão da agricultura brasileira e suas consequências para as mudanças climáticas  (http://www.wwf.org.br/?20660/Biocombustveis---possvel-expandir-a-produo-sem-desmatar-a-Amaznia-e-o-Cerrado), o qual a se acreditar na declaração de Cassio Moreira, transcrita pelo jornal o Estado de São Paulo do dia 16 de julho, de que "No Brasil, não cabe o argumento de que biocombustíveis disputam terras com a produção de alimentos" (resumo do ISA abaixo), vai por caminhos duvidosos.

Se verdadeira a afirmação,  porque então a cana tem buscado as mesmas áreas produtoras de grãos? Alta bacia do Ivinhema, Sul de  Goiás... A primeira impressão é que repetem o  hábito de olhar para o Brasil como alguns  milhões  de hectares manejaveis sem maiores problemas, e não pelas unidades ambierntais buscadas por cada cultura. Unidades ambientais não são apenas biomas, mas também bacias, clima, solo, etc...

Tenho a impressão que podem atrapalhar o debate necessário.

Brasil pode dobrar área de produção


O Brasil pode dobrar sua área de produção agrícola, atualmente de 71 milhões de hectares, só com a conversão de 30% das áreas degradadas de pastagens existentes no País. Segundo um estudo da ONG WWF em parceria com a seguradora Allianz, essa expansão pode ser feita mesmo com o crescimento da demanda por biocombustíveis. A área necessária para o plantio de soja e cana-de-açúcar só para produção de combustíveis deverá ser de apenas 3 milhões de hectares até 2020. "No Brasil, não cabe o argumento de que biocombustíveis disputam terras com a produção de alimentos", diz Cássio Moreira, do WWF - O Estado de São Paulo, 16/7, Economia, p.B2.
Alcides Faria




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