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31/10/2007

Transporte pela hidrovia está quase parado

Correio do Estado 31/10/2007

O transporte de minério, produtos agrícolas e animais pela Hidrovia do Paraguai já chegou ao seu limite (calado de seis pés, ou 1,80 metro), devido à prolongada estiagem que ocorre em toda a bacia. Os comboios estão descendo o rio, em direção aos portos da Argentina, com 60% de cargas em chatas com capacidade para 1,5 mil toneladas.

Além das restrições do rio, o frete caiu até 50% porque as embarcações estão abastecendo com óleo diesel brasileiro. As grandes empresas importam o combustível da Argentina, que custa R$ 0,75 o litro, enquanto o nacional, em Corumbá, é comercializado a R$ 2,20. O transporte do produto também está sendo inviabilizado pelo baixo calado.

Os operadores e a Capitania Fluvial do Pantanal estimam que o transporte pela hidrovia se normalize até o final de novembro, com o nível do Rio Paraguai dando sinais de recuperação no alto Pantanal (Cáceres, MT). Do dia 26 para cá, a régua que mede o volume de água na calha apontou 10 centímetros positivos, enquanto em Ladário a queda foi de 5 centímetros.

Ontem, o Rio Paraguai em Ladário media 1,02 metro, nível bem abaixo da mesma data em 2006: 2,90 metros. Naquele ano, a marca mínima foi de 2,16 metros no mês de novembro. Em 2005, o transporte fluvial enfrentou situação semelhante à atual, com o nível do rio chegando a 0,88 metro. Na última semana, a queda foi menos acentuada.

Hidrovia Paraná - Paraguai





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