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18/02/2004

Testes detectam alta toxicidade em soja

Fonte: Folha de Londrina
Testes realizados pela UFPR (Universidade Federal do Paraná), indicam que produtor de soja transgênica do sudoeste do Estado aplicou o herbicida glifosato em dose cinco vezes acima do permitido pela  Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão vinculado ao Ministério da Saúde.

O teste constatou resíduos do glifosato nas amostras de plantas recolhidas da lavoura do agricultor Dorvalino Bonetti, de Pato Branco. Ele foi o primeiro produtor flagrado pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento com o cultivo de soja transgênica na atual safra no Paraná. Bonetti destruiu já sua lavoura de aproximadamente dois hectares com soja transgênica.

Na lavoura de Bonetti foram encontrados resíduos de um miligrama por quilo de produto aplicado, acima da dose permitida para a soja convencional que é de 0,2 miligramas por quilo aplicado. No plantio convencional o produto é aplicado em linhas para matar as ervas daninhas e não pode ser aplicado diretamente na planta como ocorre com a soja transgênica.
Para o engenheiro agrônomo da Secretaria da Agricultura em Pato Branco, Rudmar Pereira dos Santos, a aplicação de glifosato em níveis acima do permitido pode gerar caso de saúde pública, pelo elevado teor de toxicidade deixado na planta.'O acúmulo de toxicidade no organismo pode gerar diversas doenças, inclusive câncer e alterações do sistema nervoso', afirmou.

O agrotóxico glifosato não possui registro federal e nem cadastro estadual para aplicação sobre a soja geneticamente modificada. Por isso, os agricultores flagrados com aplicação de glifosato em níveis acima do permitido pela Anvisa poderão ser enquadrados na Lei dos Agrotóxicos, onde a multa aplicada é de R$ 19 mil, e em caso de reincidência, terá outra autuação no mesmo valor. Também vai responder a processo criminal.





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