Ecoa - Rios Vivos

Você está em:
17/09/2010

TJ-MS autoriza Vetorial a usar água de córrego em Corumbá

Fonte: Comunicação Ecoa
Córrego Urucum está seco e famílias sofrem com escassez da água
Córrego Urucum está seco e famílias sofrem com escassez da água

Grupo Vetorial ganha na justiça o direito de usar água do córrego Piraputanga para reativar a siderúrgica no distrito de Maria Coelho localizada 45 km de Corumbá, no Pantanal sul-mato-grossense.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu na tarde de ontem, 15 de setembro de 2010 que a empresa siderúrgica Vetorial poderá utilizar água do córrego Piraputanga, na região do distrito de Maria Coelho para colocar em funcionamento o segundo alto-forno de produção de ferro-gusa, dobrando a produção na unidade de Corumbá.
 
É inacreditável que durante todos estes dias em que o TJ protelou a votação do caso sob o pretexto de buscar mais embasamento para que uma decisão justa fosse tomada, não serviu absolutamente para nada.

Em momento algum foi levado em consideração que a exploração das reservas minerais da região já causaram diversos impactos ambientais, econômicos e sociais, deixando famílias da centenária e tradicional comunidade de Maria Coelho sem água potável. Após o desaparecimento do córrego Urucum na década de 90 e do córrego Igrejinha no ano de 2008 em função da exploração da mineradora Vale, que na época foi multada em R$ 5 milhões pelo MPE, a comunidade ficou sem água potável para o consumo, e atualmente é abastecida por caminhões pipas.

A utilização indiscriminada dos recursos hídricos para lavagem de minério está comprometendo os cursos d’água. Não há dados sobre o volume da água utilizada pelas mineradoras e tão pouco se conhece a capacidade de suporte dos rios da região.

Para o Diretor de Políticas Públicas da Ecoa, André Siqueira, é lastimável que a situação tenha chegado a este ponto, onde quem sofrerá as maiores conseqüências é a comunidade Maria Coelho.

“É revoltante saber que os recursos hídricos da região estão sendo usados para atender em primeiro lugar a uma empresa sem considerar os danos que isso pode causar”, ressalta Siqueira.





Estas instituições apóiam projetos da ECOA e Coalizão Rios Vivos e não necessariamente as informações veiculadas no portal.
Conservacao Internacional InnBativel IUCN Mott Foundation
2004 © ECOA. Todos os direitos reservados
ECOA- ECOLOGIA E AÇÃO (67) 3324-3230