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23/05/2007

Resposta do Banco Mundial a carta da sociedade

22 de maio de 2007

À Senhora
FABRINA FURTADO
Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais e
Membros do GT Energia do FBOMS:
Instituto Madeira Vivo
Fórum Independente Popular do Madeira
4 Cantos do Mundo
Greenpeace
International River Network
SCS - QD. 08, Bloco 50, Salas 443/441 - Venâncio 2.000
70333-970  Brasília,DF


Ref.: Sua missiva datada de 18 de maio de 2007


      Prezada Senhora,

Obrigado  por  sua  carta  e  pela oportunidade de esclarecer a posição do Banco nas duas importantes questões levantadas.

Sobre  o  acesso  a  trabalhos  de  consultoria executados pelo Governo do Brasil  com  recursos  do  Projeto  de  Assistência  Técnica no Setor Energético (ESTAL). Vemos  com  satisfação  o uso dos recursos do ESTAL para a obtenção de pareceres  independentes  de  especialistas  de  renome  mundial  sobre questões críticas  para  o  setor  energético  no  Brasil. Este foi um pedido expresso do Governo  do  Brasil,  que  encontrou  no  ESTAL um instrumento adequado para sua realização.

Os  estudos foram solicitados, gerenciados e pagos pelo Governo do Brasil. O  Banco  apenas  analisou  os  termos  de  referência  para  assegurar  que  os procedimentos  de contratação seguissem as regras apropriadas, tal como em todos os  financiamentos  do  Banco  Mundial.  Assim, os estudos são de propriedade do Governo do Brasil, e pela política do Banco Mundial de acesso à informação, cabe ao  Ministério  das  Minas  e  Energia a decisão de disseminá-los.  Dessa forma, sugerimos  que  entrem  em  contato  com  o  MME.  O  Banco reconhece o valor da transparência  e de um amplo diálogo sobre as informações em torno do projeto, e caso solicitados, recomendaríamos a divulgação dos dados tão logo possível.

Sobre  as  citações  na  imprensa  de  dados  de  licenciamento  ambiental atribuídos  a  estudo  do  Banco  Mundial.  Trata-se  de  dados preliminares não confirmados  para  trabalho  analítico  em  preparação  por  parte do Banco, com financiamento  próprio.  Para  elaborá-lo,  estão  sendo realizadas reuniões com diversos grupos e instituições para informá-los do estudo e obter insumos para o mesmo.  Estes  incluem contatos em órgãos do Governo mas também especialistas da comunidade  acadêmica e sociedade civil. Os resultados que foram divulgados pela mídia  não  eram  do  relatório  mas  informações preliminares discutidas nessas reuniões.

Uma  primeira  versão  (não  final)  do  relatório  deverá estar pronta em algumas  semanas.  Conforme  as regras do Banco, esse texto será discutido com o Governo,  principalmente  por  meio  dos  ministérios de Meio Ambiente e Minas e Energia  e  então  finalizado.  Após  essa fase, o Banco solicitará permissão do Governo para divulgar o documento.

Estou  à  inteira  disposição para reunir-me com V.Sa. e com as organizações elencadas em sua missiva para discutir estas importantes questões. A Sra. Mônica Fast  (61  3329-1020,  mfast@worldbank.org) poderá ser contatada para agendar um encontro, conforme conveniente.

Atenciosamente,
John Briscoe
Diretor
Banco Mundial - Brasil
Região da América Latina e do Caribe

cc.:  Silas Rondeau Cavalcante Silva, Ministro Estado, Ministério de Minas e Energia
Dilma Vana Rousseff, Ministra-Chefe da Casa Civil
José Carlos Miranda, Secretário da SEAIN/MP
Otaviano Canuto, Diretor Executivo para o Brasil, Banco Mundial





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