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03/08/2010

Redução de energia pode chegar a 30% em prédios

Unb Agência - 30.07.2010
Brasília - Diminuir o consumo de energia sem prejudicar o conforto de ambientes é a missão do Laboratório de Controle Ambiental e Eficiência Energética da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UnB (Lacam/FAU). Investir em uma iluminação inteligente, que combine luz natural e artificial, é uma das alternativas propostas pelos pesquisadores. Projetos que levam em conta esses conceitos desde o início chegam a gastar metade da energia de um prédio convencional. Mesmo aqueles que ganham adaptações posteriores podem ter até 30% de economia no gasto com energia.

"Para avaliar a eficiência energética de uma construção é preciso considerar três aspectos: envoltória – a estrutura externa do edifício –,  o condicionamento de ar e a iluminação", explica Cláudia Amorim, coordenadora do grupo de pesquisa Qualidade Ambiental e Iluminação Natural no Espaço Construído do Lacam. Detalhes como o uso de cores brancas na fachada são essenciais.

"As cores mais escuras absorvem muito calor, o que pode aumentar os gastos com ar condionado", explica a pesquisadora. O laboratório participa da avaliação de prédios para etiquetagem de eficiência energética do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) – sendo responsável pela análise das condições do prédio da nova Rodoviária Interestadual de Brasília.

Claúdia afirma que a iluminação mais eficiente é uma conquista que depende de planejamento. “O setor da construção consome 40% da energia mundial. Construir um prédio já pensando nisso significa uma economia durante toda vida útil da construção”, afirma Caio Silva, doutorando em Arquitetura Sustentável. “As lâmpadas próximas a janela tem que ter acendimento independente, para não desperdiçar a luz natural”, exemplifica Cláudia.

Temperatura - Para o condicionamento de ar é importante verificar como os aparelhos de ar condicionado, por exemplo, foram avaliados pelo Inmetro. “Eles classificam o nível de consumo de A até E. Analisamos a etiqueta dos aparelhos para saber qual vai ser o nível da construção nesse aspecto”, afirma a Claúdia. De acordo com a pesquisadora, prédios grandes ganham pontos quando incorporam em sua estrutura ares condicionados centrais. “O ideal para os prédios da Esplanada dos Ministérios seria, por exemplo, isso. Muitos deles ainda adotam os tradicionais aparelhos de janela”. O Lacam prestará consultoria para o projeto Esplanada Sustentável, do governo federal.

Casos de sucesso - Na UnB, o novo prédio do Instituto de Química é um caso de sucesso no aproveitamento da luz. “Os combogós, quadrados vazados na fachada do prédio, diminuem a incidência direta da luz solar, mantendo o ambiente agradável”, explica Milena Sintra, estudante de mestrado do Lacam. Por outro lado, a nova sede do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) apresenta outra solução para o mesmo problema. "Eles usaram uma tela verde antes dos vidros, que funciona como uma proteção solar".




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