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17/08/2006

Recuperação de ponte retomada em setembro

Correio do Estado 16/08/2006

As obras de reparos do dolfin – equipamento de segurança que protege os pilares de sustentação da ponte sobre o Rio Paraguai, na região do Porto Morrinho – serão retomadas em setembro. Pelo menos é o que informou o secretário de Estado de Infra-Estrutura e Habitação, Carlos Augusto Longo Pereira, durante reunião na sede da Administração da Hidrovia do Paraguai (Ahipar), em Corumbá, no dia 15 de agosto, com representantes da Marinha do Brasil; Agência Estadual de Gestão e Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul); Agência de Gestão e Integração de Transportes (Agitrams); Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e da própria Ahipar.

A recuperação teve início em agosto de 2004, depois da batida de um comboio no sistema de segurança que protege os pilares de sustentação da ponte, mas foi paralisada. A colisão – ocorrida em julho de 2003 – não provocou grandes danos, mas levou à realização de um laudo pericial. Em 18 de junho, a Capitania flagrou o choque de um comboio com 16 barcaças no sistema de proteção da ponte. Nos últimos dois anos foram registradas outras três colisões que causaram danos sucessivos ao equipamento. A preocupação agora é com novos impactos, que mesmo com toda a fiscalização existente, sempre podem ocorrer.

Cheia
Longo explicou que o trabalho foi paralisado "em função da cheia do Rio Paraguai" e, assim que as águas atingirem nível que permita a execução dos serviços, as ações serão retomadas. O que ele acredita que possa acontecer em "meados de setembro". O prazo previsto para a conclusão é de noventa dias. O Estado estima gasto total de R$ 2,2 milhões com o conserto das avarias. Desde o início dos reparos, já foram investidos R$ 1,5 milhão na intervenção. "Estamos com 60% das obras realizadas", salientou. O dolfin reparado terá capacidade maior de absorção de impacto, passando das atuais 8 mil toneladas para 13,5 mil toneladas.

O secretário afirmou que o Governo estadual pedirá, à empresa causadora das avarias, o ressarcimento de todos os recursos aplicados na obra. "Há um inquérito da Capitania Fluvial que apura as responsabilidades e, com base nele iremos solicitar ressarcimento do que investimos", enfatizou. Perícia técnica constatou que "os danos eram maiores do que se imaginava".

Fiscalização
No encontro desta terça-feira, que durou duas horas, ficou definido que no período que antecede a retomada do serviço, o canal de navegação da ponte será monitorado num trabalho conjunto entre Ahipar; Governo do Estado e Marinha. De acordo com o secretário, a Marinha, por meio da Capitania Fluvial do Pantanal, se comprometeu a intensificar a fiscalização na área.

"Ainda serão colocadas novas bóias de fiscalização em função de o dolfin estar submerso; reforçada a iluminação com a instalação de faroletes ou pisca-alerta. Isso tudo vai servir de aparato preventivo para quem utiliza a hidrovia", afirmou Longo.

Depois da reunião, o capitão fluvial do Pantanal, capitão-de-fragata Santos Jorge Esperança Júnior, informou que a Marinha vai manter aplicação das normas de segurança estabelecidas para o local, até o término das obras de recuperação. Desde o acidente de 2004, a Marinha restringiu a passagem para quatro barcaças por vez. O canal, com toda a estrutura sem defeitos, permite a navegação de comboios com até 16 barcaças em uma só vez.

Agora, a Superintendência da Ahipar vai informar a empresa de navegação responsável pelos danos das decisões da reunião governamental.

Marcelo Fernandes

Hidrovia Paraná - Paraguai





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