Durante uma ação do projeto “Ações para o turismo de base comunitária na contenção da degradação do Pantanal”, a equipe da Ecoa teve a oportunidade de conhecer um pouco sobre a vida e o cotidiano da tripulação do barco hotel em que estavam hospedados na ‘viagem piloto’ realizada entre os dias 16 a 19 de maio.
De um jeito descontraído, alegre e com muito profissionalismo, todos os convidados sentiram-se a vontade com o tratamento destes profissionais que nasceram e foram criados no Pantanal.
Ramão Silva Mendes, cozinheiro chefe da embarcação há 12 anos, se diz muito feliz em poder trabalhar no Pantanal, um lugar que conhece desde pequeno, onde aprendeu também o tempero pantaneiro, um sabor único que agradou o paladar de todos os convidados da viagem.
“Eu nasci nessa região, trabalhei muitos anos como pescador, e agora mostro para todos que passam aqui pelo barco, o sabor da comida pantaneira; nada me deixa mais feliz do que ver as pessoas gostando da viagem. Realmente é um privilégio trabalhar aqui,” afirmou Ramão.
O taifeiro (profissão relacionada com os serviços de alimentação e de alojamento), Claudimiro Rodrigues da Silva, mais conhecido como “Caburé”, era o mais animado dentre a tripulação, sempre com um sorriso no rosto e com muita disposição para atender os convidados, diz que a alegria é o segredo da sua vida.
“Eu gosto de trabalhar aqui com muita alegria, porque nada é melhor que ver as pessoas se contagiarem com o jeito pantaneiro de ser, essa sem dúvida é a melhor parte da minha profissão, onde posso conhecer pessoas diferentes e de todas as partes do mundo e ensiná-las um pouco mais sobre a minha terra, que é o Pantanal,” ressaltou o alegre Caburé.
Além de conhecer outras culturas através dos turistas que frequentam a região, a tripulação tem o prazer de trabalhar com a equipe eficiente, afirmou o comandante, Odir dos Santos Soares.
“A maioria das pessoas da equipe trabalhava como pescador, então o conhecimento que eles possuem sobre a região é muito grande e isso ajuda muito para que a viagem se torne inesquecível para os turistas,” afirmou Odir.
E foi assim, com muita alegria e eficiência que a viagem tornou-se inesquecível para todos, não só pela beleza das paisagens locais e pelo conhecimento tradicional das comunidades, mas principalmente pela receptividade típica dos pantaneiros.