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21/12/2009

Pantanal: Estudo e pesquisa geomorfológica

Pesquisadores do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista – UNESP / Campus de Rio Claro estão desenvolvendo uma pesquisa no Pantanal sul-mato-grossense para estudar a geomorfologia fluvial e a evolução geológica quaternária do Pantanal.

O projeto que teve início em 2007 tem como principal objetivo avaliar, a partir da coleta de sedimentos, as variações climáticas ocorridas na região nos últimos 30 mil anos e contribuir para a melhor compreensão das mudanças climáticas futuras e seus efeitos sobre os mais
diversos aspectos, como produção agrícola, riscos de acidentes naturais provocados por tempestades, enchentes, deslizamentos e erosão costeira.

De acordo com o pesquisador Agnaldo Silva, o estudo serve também para datar e entender a evolução do Pantanal. O trabalho contribui para aumentar o nível de conhecimento sobre o local e embasar os argumentos para conservação da região.

“Procuramos estudar na coleta dos sedimentos, exatamente qual o clima predominante na época da formação do Pantanal, que tipo de vegetação era encontrada, dentre outras informações que nos ajudarão a entender como se formou o que hoje é considerada a maior planície alagável do planeta” explica Aguinaldo.

Para que fosse possível a realização dessa pesquisa, a área de estudo foi dividida. Hoje o foco está nas regiões de Nabileque, São Lourenço, Taquari, Cáceres e Paraguai.

A última vista feita pelos pesquisadores aconteceu no mês de novembro e a região escolhida para a extração de sedimentos foi a São Lourenço, onde existem as lagoas Vermelha, Mandioré e Gaíva, que se tornaram pontos de referencia para o trabalho, como explica pesquisador Frederico dos Santos Gradella.

“As dificuldades de acesso a região são muitas, a realização da pesquisa depende muitas vezes do clima, que nem sempre é favorável, mas a recompensa é grande. Com uma estrutura adequada estamos conseguindo avanços surpreendentes na pesquisa. As lagoas estudadas escondem informações essenciais para entendermos todo o processo de formação da região”.

A pesquisa que tem como previsão de termino o ano de  2012 conta com a parceria da Universidade Estadual de Maringá, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campus do Pantanal e Campus de Aquidauana, da Universidade Estadual de Campo Mourão, Universidade Estadual do Mato Grosso, Universidade do Arizona, Marinha do Brasil, e da Ecoa.





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