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24/10/2005
O caso do Centro de Justiça Ambiental do Extremo Sul, LousianaO corredor químico do rio Mississipi, uma faixa de terras de 85 milhas ao longo do rio Mississipi localizado entre New Orleans e Baton Rouge, em Lousiana, abriga 136 indústrias petroquímicas e seis refinarias. Esse corredor industrial produz um quinto da produção petroquímica do Estados Unidos. O ar, solo, e a água ao longo do corredor estavam de tal modo repleto de carcinogênicos que o corredor chegou a ser descrito como um experimento humano em massa. Essa faixa de 85 milhas de indústria e refinarias tornou-se uma das regiões mais pobres e de crescimento mais longo de Lousiana e em uma comunidade de casa de tijolo aparente e shopping centers – mas a que custo para a comunidade, especialmente para aqueles que lá se encontravam antes da chegada das indústrias? Esse estreito corredor absorve mais substâncias químicas do que a maioria dos outros estados inteiros. Os efeitos sobre o ambiente e as pessoas que habitam nessa região só agora estão sendo aliviados. Os afro-americanos pobres que moram em pequenas comunidades ao longo do rio sofrem a maior carga dessa poluição. Além disso, beneficiaram-se de sua existência. Em 1980, o corredor estava emitindo cerca de 700 milhões de libras de resíduos químicos tóxicos no ar, na água e no solo. No início da década de 1990, 12 comarcas produziram 82% dos 186 milhões de libras de resíduos químicos deixados no estado. Oito dessas comarcas estão situadas no corredor e são responsáveis por 153 milhões de libras ou 79% de todos os resíduos químicos no estado, segundo o Inventário dos Resíduos Tóxicos de Lousiana de 1995. Os danos da poluição para os cidadãos de Lousiana são imensos, mas em nenhum caso são maiores do que para as pessoas que habitam a terra onde as indústrias estão localizadas. Deve-se observar que a maioria das comunidades locais existia muito antes da instalação da indústria no corredor. Através do Sistema de Informações Geográficas (SIG) foi realizada uma análise do inventário de resíduos tóxicos das indústrias para determinar a análise do inventário de resíduos tóxicos das indústrias para determinar a relação entre o fator raça e a localização da indústria, no interior de nove comarcas ao longo do corredor industrial do rio Mississipi. Especificamente, qual era a distância das comunidades formadas por minorias (particularmente afro-americanas) em relação à localização das indústrias tóxicas e como comparar esta distância àquela experimentada pelas comunidades de brancos? A analise focalizou as seguintes comarcas ao longo do corredor industrial do rio Mississipi: (1) Ascension, (2) Jefferson, (3) St. James, (4) St Charles, (5) East Baton Rouge, (6) Iberville, (7) St Joohn, (8) West Baton Rouge e (9) Orleans. O mapeamento pelo Sistema de Informações Geográficas para todas as nove comarcas mostrou grupos de indústrias poluentes localizados em áreas com grandes concentrações de afro-americanos. Foi encontrado um padrão de discriminação claramente visível na localização das indústrias poluentes muito próximas as comunidades predominantemente afro-americanas no corredor industrial. De maneira específica, o estudo concluiu que aproximadamente 80% do total da comunidade afro-americana vive a uma distância de três milhas ou cinco quilômetros de uma indústria poluente. Muitas das comunidades de minorias, conforme apontado em relação àquela que vive no corredor químico do rio Mississipi, estão completamente cercadas por indústrias poluentes. Isso, é claro, significa que os moradores estão diariamente expostos a muitos resíduos tóxicos distintos. No entanto pouca atenção é dada aos efeitos cumulativos ou sinérgicos da exposição a produtos químicos. Por exemplo, assim como é verdade para os moradores do corredor químico de Lousiana, é possível que uma pequena comunidade esteja inundada por indústrias poluentes onde todas, individualmente, estejam de acordo com os limites federais permitidos para resíduos tóxicos. Mas a importante questão dos efeitos cumulativos está completamente ausente desta equação. Além disso qual o impacto que esses “limites de segurança” fixados para as fábricas, individualmente, tem sobre as comunidades? Quais os efeitos da baixa exposição em longo prazo a múltiplos produtos químicos tóxicos? Essa é a realidade dos níveis de exposição aplicada a muitas comunidades de minorias. Só agora está se iniciando a pesquisa científica necessária para responder a estas questões. Leia na íntegra o Estudo de caso clicando no botão download abaixo |
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