Além de riscos para o meio ambiente, espécies invasoras podem provocar prejuízos econômicos. O setor elétrico brasileiro está entre os mais afetados pela introdução de espécies aquáticas no ambiente das usinas. Alguns tipos de pequenos animais, como o mexilhão dourado, se prendem em equipamentos, dificultando a manutenção e até diminuindo a vazão de água em determinadas estruturas. Para evitar a invasão e minimizar os impactos, o Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec) trabalha desde 2003 em conjunto com concessionárias de energia de todo o país no controle e monitoramento dessas espécies.
A presença da espécie de molusco mexilhão dourado, na bacia Paraná-Paraguai, se tornou um problema para as usinas hidrelétricas da região nos últimos anos. Para evitar que a espécie se torne um transtorno na bacia de Minas Gerais, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) firmou uma parceria com a Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec) para criar soluções preventivas e de controle.