Ecoa - Rios Vivos

Você está em:
23/07/2007

Faça parte da campanha pela Serra da Canastra

O Brasil corre o risco de perder parte de uma das áreas mais importantes para a manutenção da biodiversidade nacional: a Serra da Canastra. Localizada no sudeste de Minas Gerais, a Serra é famosa por apresentar as nascentes do Rio São Francisco. Parte de suas terras são protegidas pelo Parque Nacional da Serra da Canastra desde 1972. Devido à expansão econômica da região naquela época, à pressão política e econômica, dois terços desta área nunca foram regulamentados, ou seja, apenas aproximados 71.500 hectares foram desapropriados e são hoje efetivamente protegidos.

O problema surgiu quando deputados federais e estaduais, junto com alguns poucos moradores da região, propuseram um Projeto de Lei que modifica o decreto de criação do Parque Nacional e diminui em 25% sua área protegida.

A Rede Nacional Pró Unidades de Conservação http://www.redeprouc.org.br), uma ONG que trabalha para fortalecer e proteger as áreas de proteção no Brasil, estruturou uma campanha de mobilização nacional. O movimento contra o Projeto de Lei tenta medir a importância do meio-ambiente no Brasil face à exploração econômica. Para participar, basta acessar o site www.redeprouc.org.br/canastra.asp e assinar a carta ao Presidente da República, ministros, senadores e deputados.

Sobre a Serra da Canastra
No passado, o vale era coberto pelas matas, campos e cerrados. Hoje os pedacinhos dos remanescentes das florestas (incluindo a quase extinta Mata Atlântica) são os refúgios da fauna em meio a tantas áreas de pastagem. O desmatamento, a contaminação da água e fauna por agrotóxicos e a exploração mineral predominam nessa região.

A foto exibida é uma imagem de uma das áreas principais a ser destacada do Parque Nacional da Serra da Canastra – o Vale da Babilônia.

Estudos apontam que os quase 130.000 hectares que hoje pertencem às famílias locais são áreas essenciais para a recarga de águas que chegam até o sudeste e nordeste brasileiro (bacias do São Francisco e do Paraná) bem como para a manutenção da vida silvestre regional. São serras e vales que combinam belas paisagens compostas por ambientes frágeis e espécies raras, ameaçadas e que não existem em lugar outro no mundo. São ecossistemas sujeitos a ocupação e exploração humana em vários graus. Uma mescla de atividades conduzidas pelas mãos dos mineiros, respeitosas à preservação das águas, fauna, flora, com outras de exploração comercial, com interesses econômicos que vão além das cifras que os produtores da serra estão acostumados a tratar.

São interesses de grandes pecuaristas do norte do Estado de São Paulo, do Triângulo Mineiro, de Goiás, que se aproveitam das dificuldades dos moradores locais para comprar suas terras e transformar todo o sistema frágil. Ainda temos na região um interesse infindável por empresas mineradoras de quartzito (pedra mineira) e diamante.

O Instituto Pró-Carnívoros (www.procarnivoros.org.br) desenvolve estudos na região desde 1997 avaliando os impactos humanos na fauna, orientando os moradores locais a conviver harmoniosamente com os animais e o ambiente natural que os cerca. Hoje investiga os segredos da vida dos lobos-guarás e, por isso, sabemos que sem essas áreas, sua sobrevivência em um dos poucos 'santuários' da espécie em toda América do Sul pode ser comprometida, bem como de muitas outras espécies.

Outras instituições e pesquisadores também trabalharam e ainda pesquisam espécies raras da flora e fauna da região, demonstrando o quão importante é esse cenário para a biodiversidade nacional e continental. Por isso, a importância em se aderir a esta campanha, alertando a população brasileira sobre a relevância da Serra da Canastra.





Estas instituições apóiam projetos da ECOA e Coalizão Rios Vivos e não necessariamente as informações veiculadas no portal.
Conservacao Internacional InnBativel IUCN Mott Foundation
2004 © ECOA. Todos os direitos reservados
ECOA- ECOLOGIA E AÇÃO (67) 3324-3230