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10/06/2010

Estudo sobre o desmatamento no Pantanal: luz amarela

Foto aérea tirada em novembro de 2005 no Pantanal sul-mato-grossense. Foto: Alcides Faria
Foto aérea tirada em novembro de 2005 no Pantanal sul-mato-grossense. Foto: Alcides Faria

É necessário que o importante trabalho sobre o desmatamento na bacia do Alto Paraguai no Brasil - a bacia é compartilhada com Paraguai e Bolívia - seja também lido pelo lado da qualidade e não apenas da quantidade, como está apresentado no resumo e de acordo com releases e notas divulgadas pelas organizações, aqui incluída a Ecoa, onde sou diretor executivo.

O site da Ecoa informa que a análise mostra um Pantanal ainda conservado, pois a "planície inundável mantém 86,6% da sua cobertura vegetal natural" e no texto do trabalho é informado que foram desmatados 3.666 km2 entre 2002 e 2008.

A leitura deve ir além destas simples quantidades e saber que:

- Algumas regiões foram intensivamente desmatadas. Porto Murtinho, única região do país onde o “Pantanal é Chaco”, é uma delas. O caso da bacia do rio Miranda é notório, como pode ser lido no trabalho “Antropolização da bacia hidrográfica do rio Miranda: alterações climáticas, recursos naturais e desenvolvimento” de Rafael Galvan.

- Os índices de desmatamento encontrados para a planície pantaneira são alarmantes se confrontados com os da Amazônia, tão alardeados mundialmente.

Por Alcides Faria, Biólogo e diretor executivo da Ecoa.





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