Foi entregue, ao governador do Estado de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, no dia 26 de maio, um estudo realizado com a participação da Ecoa sobre as alterações da cobertura vegetal e o uso do solo na região da Bacia Alto Paraguai.
O estudo que também contou com a participação das ONGs Conservação Internacional, Fundação Avina, SOS Pantanal e WWF-Brasil e apoio técnico da Embrapa Pantanal tem como objetivo contribuir para o aumento da compreensão da dinâmica do que ocorre nesta área e que essa compreensão possa ser convertida em ações de apoio à conservação e ordenamento do uso sustentável da região.
André Siqueira, Diretor de Políticas Públicas da Ecoa, que esteve presente durante a entrega do documento, afirma que o estudo foi bem recebido pelo governador.
"O governo se comprometeu em analisar o estudo e até já apresentou uma proposta de recuperação de 37 Áreas de Preservações Permanentes (APP) nos afluentes das sub-bacias do Taquari, e que 13 dessas áreas já estão em processo de licitação".
O Estudo
A análise que mostra um Pantanal ainda conservado se comparado a outros biomas, como Mata Atlântica, mas vulnerável, principalmente em razão dos impactos ocorridos na parte alta da Bacia do Alto Paraguai (BAP). Enquanto a planície inundável mantém 86,6% da sua cobertura vegetal natural, no planalto da BAP, apenas 43,5% da área possui vegetação nativa.
O diagnóstico denominado Monitoramento das Alterações da Cobertura Vegetal e Uso do Solo na Bacia Alto Paraguai foi realizado pelas ONGs Ecoa-Ecologia e Ação, Conservação Internacional, Fundação Avina, SOS Pantanal e WWF-Brasil e teve o apoio técnico da Embrapa Pantanal. O objetivo foi fazer uma análise detalhada das mudanças de cobertura vegetal e uso do solo, ocorridas na Bacia do Alto Paraguai no período de 2002 a 2008.
O estudo teve como base inicial dados do Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira (Probio), do Ministério do Meio Ambiente (MMA). O trabalho envolveu a análise de mapas existentes e de novas imagens de satélite. Os técnicos também fizeram visitas de campo para coletar dados, entrevistaram especialistas da área e compararam essas informações com as imagens de satélite.
O resultado do diagnóstico mostra que a planície inundável, onde está o Pantanal ainda está bem conservada, com 86,6% da sua cobertura vegetal natural. A situação é bem diferente na parte alta da bacia hidrográfica, onde apenas 41,8% da vegetação natural permanecem com sua formação original. O estudo também registrou um percentual maior de desmatamento no planalto da BAP. De 2002 a 2008, o lado brasileiro da BAP, onde está o Pantanal, teve uma perda de 4% de sua vegetação natural, contra 2,4% da planície.
Confira o resumo do diagnóstico em download