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29/06/2012

Ecoa promove “Esquenta Pantanal”

Fonte: Comunicação Ecoa
Crianças do Paraguai-Mirim recebendo roupas doadas pela Receita Federal: Foto: Luis Augusto Akasaki
Crianças do Paraguai-Mirim recebendo roupas doadas pela Receita Federal: Foto: Luis Augusto Akasaki
Entre os dias 16 a 19 de maio, a Ecoa entregou mais de 900 kg de roupas  para os moradores das comunidades do Paraguai-Mirim, Porto Amolar e Barra do São Lourenço, durante uma viagem piloto do projeto de Turismo de Base Comunitária.

A ação “Esquenta Pantanal” foi realizada com o apoio da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) Campus do Pantanal e Receita Federal, que doou roupas apreendidas para que a organização as distribuíssem nas comunidades em que atua na região pantaneira.

Esta iniciativa teve como objetivo distribuir entre os ribeirinhos, peças como calças, blusas de frio e conjunto de moletons, além de toalhas e bonés; proporcionando alegria as pessoas, mas principalmente para um inverno menos sofrido.

Aguinaldo Silva, Dr. em Geociências e Meio Ambiente, pesquisador e professor de geografia da UFMS, ressaltou que a parceria entre a Receita Federal e outras instituições, como a universidade e a Ecoa é de grande valia, pois as famílias ribeirinhas, são pessoas da base da pirâmide social e dependem de mais ações como estas para que tenham uma vida um pouco mais confortável.

“Eu acredito que essas comunidades não precisam de esmola e sim de ajuda, por isso eu acredito no trabalho da Ecoa, que está sempre buscando uma maneira de contribuir para o desenvolvimento, seja social ou econômico, dessas famílias”, ressaltou o pesquisador.

Segundo Aguinaldo, além de distribuir esses materiais apreendidos e dar um destino melhor a eles, essa distribuição possibilitou que os participantes da viagem piloto, pessoas que possuem forte influencia política e cientifica, conhecem a realidade dos moradores dessas comunidades.

“Muito se conhece do Pantanal e de toda a exuberância de sua fauna e flora, mas poucos sabem sobre as pessoas que vivem ali, espero que as pessoas que tiveram a oportunidade de conhecer essa realidade, através do projeto de turismo de base comunitária da organização, se sensibilizem e passem a lutar mais para ajudar estas comunidades,” afirmou.

De acordo com Tarik Cardoso, servidor da Receita Federal em Corumbá - MS, já era do conhecimento do órgão a necessidade das famílias ribeirinhas, porém, o problema maior era viabilizar a doação para essas comunidades, que só foi possível com o auxílio da UFMS e com o apoio da Ecoa.

“Nós conhecíamos o problema destas famílias, mas só temos noção da proporção disso tudo quando conhecemos estas pessoas de perto e foi graças a esta viagem proporcionada pela Ecoa, que possibilitou que eu convivesse um pouco com essas comunidades, que eu pude ver a humildade e as condições em que vivem; isso facilita a minha percepção como servidor da Receita, sobre as reais necessidades e de como podemos ajudar e contribuir cada vez mais,” concluiu Tarik.




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