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26/03/2010
Ecoa participa das discussões do 3º Congresso Brasileiro de Jornalismo AmbientalComunicação Ecoa
A Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana (IIRSA) foi um dos principais focos de discussões do 3º Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, que aconteceu entre os dias 18 e 20 de março em Cuiabá (MT).
Na manhã do dia 19 de março, duas mesas redondas discutiram o tema em torno de três questões centrais: o Brasil precisa dessas obra? Quem será beneficiado, quem sairá prejudicado? A Ecoa participou das discussões representada pelo diretor executivo, Alcides Faria. Durante sua apresentação, Alcides Faria explicou que as iniciativas devem ser repensadas e que a prioridade no momento deveria ser o desenvolvimento nas áreas como eficiência energética, recuperação das infraestruturas destruídas como as estradas de rodagem e investimentos em transporte ferroviário. IIRSA – Pouco conhecida para a maioria da população sul-americana, a Iniciativa de Integração da Infraestrutura Regional Sul-americana (IIRSA) é um processo multisetorial que pretende desenvolver e integrar as áreas de transporte, energia e telecomunicações da América do Sul, em dez anos. Lançado em 2000, durante a Reunião dos Presidentes da América do Sul, as obras chaves da IIRSA são de grande proporção física e podem causar sérios impactos sociais e ambientais, como o Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira (Amazônia) e do Complexo Hidrelétrico Garabi (rio Uruguai, fronteira do Brasil com Argentina). Doze países integram a iniciativa e sua base de planejamento têm dez eixos de integração da América do Sul que abrangem faixas geográficas de vários países que concentram ou possuem potencial para desenvolver bons fluxos comerciais. A ideia é formar cadeias produtivas e assim estimular o "desenvolvimento regional". A coordenação operacional da IIRSA está a cargo da Corporación Andina de Fomento (CAF), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata). Envolve doze países. No Acre, o principal empreendimento no estado é a Rodovia Interoceânica, com mais mais de 2,6 mil quilômetros, ligando regiões do Brasil produtoras de grãos e gado aos portos peruanos de Marcona, Ilo e Matarani. A obra integra dez regiões no Peru, Brasil e Bolívia com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) da CAF e do governo peruano. |
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