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07/11/2005
Diretor do Banco Mundial explica os investimentos florestaisO coordenador da Unidade de Florestas Tropicais do Banco Mundial, Gregor Wolf, apresentou em sua palestra no Mercado Floresta a política institucional do Grupo Banco Mundial em Favor das Florestas. De um modo didático, para os não iniciados na discussão do controle de investimentos para a área ambiental, ele apresentou as principais diretrizes da instituição internacional nesse sentido. Wolf explicou que a política do Grupo se empenha na obtenção dos "Objetivos do Milênio", juntamente com o esforço global de se construir um ambiente de desenvolvimento sustentável, com a viabilização de investimentos que gerem emprego e renda e também garantam às populações, sobretudo pobres, o empoderamento material para que possam buscar seu crescimento sustentável. Os caminhos traçados para se chegar a esses objetivos se iniciam na valorização do potencial das florestas para a redução da pobreza. Hoje, mais de 1 milhão de pessoas dependem da exploração de recursos florestais, que podem ser uma fonte de superação da condição de pobreza dessas populações desfavorecidas. Além do reconhecimento do potencial da exploração natural, Wolf aponta que o Banco Mundial visa à integração com o setor de desenvolvimento econômico. "Há 20 países no mundo com potencial econômico para aumentar o comércio de produtos florestais", observa o coordenador, afirmando que esse aumento do comércio pode levar a uma mudança considerável para a população que inicia essa cadeia produtiva. Usando instrumentos econômicos (empréstimos, seja pelo Banco Mundial para os governos, seja pelo IFC para o setor privado), o Grupo Banco Mundial pretende, segundo o coordenador, promover modelos de gestão comunitária para as florestas, por meio do apoio a investimentos que tenham firmado seu compromisso com a responsabilidade social e ambiental, tanto para a produção quanto para o consumo. O que se pretende, com essa orientação, é criar uma "cadeia produtiva sustentável" em todos os níveis. Toda essa teoria, na prática - Wolf apresentou uma série de projetos em andamento de acordo com esses princípios, como o FLEG, que trabalha na linha da Fiscalização e Governança, e como o Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7, um projeto brasileiro, com apoio do G7 e dos Países Baixos), para o qual o Grupo já dispendeu um montante de US$ 420 milhões. Para mais informações sobre essa política institucional e sobre esses projetos, acesse o site do Grupo Banco Mundial (em inglês). |
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