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17/02/2006
Curso promove a interação entre comunidadesNos dias 8 a 11 de fevereiro, comunidades agrícolas, indígenas e quilombolas, de Mato Grosso do Sul (MS), ganharam um ânimo a mais para explorar, de forma sustentável, os frutos do Cerrado. Eles participaram do curso de agrobiodiversidade, ministrado por representantes da Agrotec (Centro de Tecnologia Agroecológica de Pequeno Agricultor). A atividade faz parte do Programa Pronaf Capacita do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) e da nova proposta de articulação política do Ceppec (Centro de Produção, Pesquisa e Capacitação do Cerrado) do assentamento Andalucia, de Nioaque (MS). A intenção é fortalecer as comunidades familiares e agrícolas para que se organizem e futuramente criem uma rede local para a geração e comercialização de produtos advindos do Cerrado. Em 2005, 20 representantes de MS já haviam participado da atividade: Intercâmbio e Capacitação Agroextrativismo do Cerrado, em Goiânia, foi uma das primeiras ações da articulação entre a Ceppec e a Agrotec. Desta vez, o encontro aconteceu em MS e reuniu cerca de 120 pessoas. O curso aconteceu no Núcleo Móvel da Agrotec, que se deslocou de Goiânia até a comunidade de Capão Bonito (Sidrolândia), no dia 8 de fevereiro, Água Branca (Nioaque ), no dia 9 de fevereiro, e Assentamento Andalucia, no dias 10 e 11 de fevereiro. Também estiveram presentes representantes de Campo Grande, Porto da Manga (Corumbá), Miranda e Ribas do Rio Pardo. Os ministrantes ensinaram os participantes a trabalhar com as técnicas de produção de frutas desidratadas, polpas e óleos naturais de frutos do Cerrado, de maneira sustentável. O Núcleo Móvel funciona como um laboratório da Agrotec, lá dentro acontece o tratamento das frutas do Cerrado, como a desidratação através do secador solar e a retirada do óleo através do moinho, que são empacotados e vendidos, gerando renda para a comunidade. “Todos podem ter uma unidade móvel em seu município, mas para conseguirem é necessário acontecer este tipo de interação entre as comunidades”, explica o presidente da Agrotec, Vanderlei de Castro. “Quando chegamos com o núcleo móvel as pessoas ficam entusiasmadas e percebem que podem fortalecer as ações. Acende uma chama de ânimo e as pessoas estão precisando disso, porque estão desanimadas”, avalia Solange Castro. Para a bióloga, Rosane Bastos, coordenadora de projeto da Ecoa-Ecologia e Ação, “o encontro foi a concretização de toda uma articulação interior para o fortalecimento das comunidades locais”. Além disso, ela afirma que o evento também promove o fortalecimento institucional da Ceppec. Adriana Souza | ||