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08/08/2011
Construção de pequenas hidrelétricas ameaça vida no PantanalDesde 2010 a Ecoa vem promovendo articulações junto aos órgãos públicos, associações e sociedade civil, campanhas para proteção de áreas naturais do Pantanal contra a instalação de empreendimentos hidrelétricos na região pantaneira, tendo em vista que estas instalações causarão uma alteração no pulso de inundações na planície, prejudicando a biodiversidade da região, além dos impactos sociais, tendo em conta a existência de comunidades ribeirinhas, localizadas em regiões onde a Ecoa atua promovendo o desenvolvimento local, ações de saúde, educação, cidadania e sustentabilidade junto às famílias pantaneiras. Esta frente de trabalho da organização contra os empreendimento hidrelétricos no Pantanal é desenvolvida através do projeto “MONITORAMENTO DE IMPACTOS AMBIENTAIS DOS FLUXOS FINANCEIROS PARA INFRA-ESTRUTURAS E ENERGIA NA AMÉRICA DO SUL”, coordenado por Alcides Faria, monitorado por Silvia Santana e financiado pela Fundação Charles Stewart Mott que visa através destas iniciativas promover uma sociedade mais justa, equitativa e sustentável.Alcides Faria, diretor executivo da Ecoa e coordenador do projeto. Foto: Divulgação. Clique aqui e conheça mais sobre esta frente de trabalho da Ecoa. Silvia Santana, monitora do projeto. Foto: Jean Fernandes Confira abaixo a matéria "Construção de pequenas hidrelétricas ameaça vida no Pantanal", exibida no dia 13 de julho de 2011, pelo Bom Dia Brasil, telejornal da Rede Globo. A equipe de reportagem do Jornal Bom Dia Brasil, está no Centro-Oeste para conhecer a nova fronteira do Brasil e mostrar as mudanças, a riqueza, os problemas de algumas das cidades que mais crescem no país. Nesta quarta (13), a repórter Lília Telles, o repórter cinematográfico Luiz Paulo Mesquita e o técnico Rafael Martinez estão no norte de Mato Grosso do Sul, no município de Coxim. Nessa viagem pelo Centro-Oeste, que começou na última sexta-feira (8), no Rio, a equipe já rodou mais de cinco mil quilômetros. O ponto de partida foi Cuiabá e depois Lucas de Rio Verde, Sinop e outras cidades de Mato Grosso. Depois parou em Campo Grande até chegar ao norte de Mato Grosso do Sul. Ainda faltam seis dias de viagem – a próxima escala é Goiás. São grandes reportagens especiais que entram a partir da próxima semana para mostrar tudo o que acontece no Centro-Oeste. Até agora, o que mais chama atenção é o desenvolvimento dessa região e também a exuberância da natureza. Tem muita gente lutando para acabar com a natureza, mas muita gente também tentando preservar. O Rio Taquari é um dos rios que banham o Pantanal – ele deságua no Pantanal. Só em uma determinada área, existem 17 projetos de construção de pequenas hidrelétricas que podem interferir no Pantanal. Só no Mato Grosso, já existem 25 pequenas hidrelétricas funcionando. O Ministério Público já entrou com ações para evitar a construção dessas pequenas hidrelétricas. O gestor ambiental Nilo Peçanha ajuda a combater essa destruição do Pantanal e região há mais de 20 anos. “A construção dessas pequenas hidrelétricas interfere no poço de inundação, que é a variação do nível de cheias do Pantanal. Este é o processo básico que gera a vida e a biodiversidade pantaneira. É uma interferência permanente nesse processo da variação do nível das cheias e consequentemente no processo de geração da vida pantaneira”, alertou. |
Represas nos rios que drenam para o Pantanal | |