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31/05/2010

Comunidade do Pantanal recebe atendimento de saúde especializado

Criança da comunidade do Porto da Manga durante atendimento oftalmológico.
Criança da comunidade do Porto da Manga durante atendimento oftalmológico.
Moradores da comunidade de Porto da Manga, localizada na Estrada Parque do Pantanal, a cerca de 60 km de Corumbá, receberam a visita dos profissionais da saúde, nos dias 15 e 16 de maio, para entrega de exames de toxoplasmose, coleta de material para identificação de hepatite A e consultas oftalmológicas.

Os exames para identificação da toxoplasmose foi realizado pela equipe em 2009. Com os resultados em mãos a Elizabeth Dorval, coordenadora do Laboratório de parasitologia do CCBS da UFMS, convidou o Dr. Marcos Rogério Piccinin, chefe da Residência em Oftalmologia da Santa Casa, para realizar exames de fundo de olho para verificar a existência de lesões oculares.

“O exame do fundo de olho é de extrema importância porque a toxiplasma pode atingir/lesionar o olho podendo causar cegueira parcial ou total”, explica Elizabeth Dorval. Esta ação, realizada em parceria com a Ecoa, complementa os estudos sobre a caracterização dos anticorpos anti-Toxiplasma Gondi realizado pelos profissionais do Centro de Ciências Biológicas e Saúde da UFMS.

Na oportunidade também foram realizadas coletas de soro para toxoplasma, para aqueles que não participaram na primeira intervenção, e a novidade foi a coleta de saliva para detecção de hepatites virais. Esta é uma doença de importância mundial, pelo fato de ser de fácil transmissão.  A hepatite A é transmitida pela água e alimentos contaminados (oral e fecal). Já a transmissão da hepatite B é sexual e pelo sangue (uso conjunto de alicates de unhas, giletes, escova de dente e drogas injetáveis).

Com a participação das crianças foi possível pesar e medi-las para atualizar a ficha de desenvolvimento da criança. Esta iniciativa de acompanhar o desenvolvimento das crianças é do Projeto Crianças das Águas, apoiado pelo Criança Esperança, iniciado em 2009.

Porque fazer estudos com as comunidades pantaneiras?

Porque já existe uma parceria com a Ecoa que desenvolve há algum tempo o trabalho de educação ambiental que é importante na prevenção das doenças que estão sendo estudadas. Também pelo fato das comunidades ribeirinhas terem uma assistência reduzida e devido à precariedade de vida elas estão mais expostas ao risco de adquirir as doenças.

Com os resultados em mãos as pessoas serão encaminhadas para conduta clínica adequada e paralelamente aos atendimentos são realizadas ações educativas. Esta ação já foi realizada com a comunidade do Passo do Lontra no início de maio e a próxima intervenção acontece no dia 2 de junho nas comunidades de Barra do São Lourenço, Paraguai-Mirim e Porto Amolar.

Participaram da intervenção de saúde, os médicos da Residência em oftalmologia da Santa Casa, acadêmicos dos Laboratórios de Parasitologia e Imunologia Clínica da CCBS da UFMS, os agentes comunitários de saúde da comunidade do Porto da Manga e técnicos da Ecoa. A Ação contou com apoio da Secretaria Executiva de Saúde, com a doação de medicamentos, o Projeto Crianças das Águas e Programa Natureza e Pobreza.
Patrícia Zerlotti




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