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13/03/2006
Começa hoje em Curitiba 2° Encontro Nacional dos Atingidos por BarragensEcoDebate
Inicia na próxima semana, entre os dias 13 e 17 de março, o 2° Encontro
Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) em Curitiba/PR, no
Parque Newton Freire Maia (antigo Parque Castelo Branco). Mais de 1300
militantes dos 14 estados em que o MAB está articulado estarão reunidos para
troca de experiências, discussões e deliberações. Com o tema gerador "Água e
energia para a soberania do povo brasileiro" as lideranças querem fortalecer
internamente e com a sociedade em geral que a água e a energia são bens que
devem ser públicos e estarem a serviço da população.
Entre os palestrantes estão João Pedro Stédile, do MST e Frei Sérgio Gorgën, assessor da Via Campesina. Eles farão uma análise de conjuntura política e agrária no Brasil. Consta na programação também temas como água, energia e políticas governamentais para os atingidos por barragens. Além de representantes de países da América Latina, que contarão suas experiências de organização, estará presente a indiana Gitaniali Ghauhan, coordenadora da Narmada Bachoo Andolan, principal organização indiana de luta contra as barragens. Para Eduardo Zen, coordenador do Movimento, "o problema das barragens é extremamente grave para as populações ribeirinhas. O Encontro Nacional representa um momento de consolidação e fortalecimento do movimento a nível nacional". Segundo ele, o MAB existe há 15 anos e é reconhecido internacionalmente como o interlocutor das populações atingidas junto ao setor elétrico. O MAB é um movimento social que há 15 anos organiza atingidos por barragens em todo país, legítimo e responsável por conquistas para milhares de famílias, hoje é um dos movimentos sociais de maior importância no Brasil. Segundo Dom Luciano Mendes de Almeida, arcebispo da diocese de Mariana cada barragem anunciada causa apreensão e tristeza para inúmeras famílias, cuja vida perde suas raízes e deverá recomeçar em outro lugar. "Projeta-se um beneficio energético, mas nem sempre há um equilíbrio entre os furtos esperados do progresso, os acordos feitos e os sofrimentos e desgaste dos atingidos", diz ele. | ||