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06/09/2010

Caso Vetorial: nas mãos do Tribunal decidir se água é para vida e ou para servir à ganância desenfreada

Córregos da região do Maria Coelho estão secos. Foto: Jean Fernandes
Córregos da região do Maria Coelho estão secos. Foto: Jean Fernandes
O grupo Vetorial, comprador de siderúrgica da MMX (Eike Batista) no distrito de Maria Coelho (45 km de Corumbá, no Pantanal) por R$ 100 milhões em 2009, foi à justiça para ter o direito de usar água do córrego Piraputangas com a finalidade de operar os fornos e uma termelétrica.

Este é o único manancial de água potável da região e hoje é destinado a usos múltiplos, desde abastecimento de água potável de moradores até econômico como balneários e dessedentação do gado.

Vale lembrar que a atividade mineradora na mesma região secou dois córregos.

No passado embargos e multas milionárias por compra ilegal de carvão vegetal envolveram o empreendimento, determinando sua paralisação desde 7 de novembro de 2008.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul já indicou por 10 votos que poderá autorizar o uso da água pela Vetorial. Dia 08 de setembro, próxima quarta-feira, está prevista a decisão final. 

É inadmissível que córregos sejam secados e desviados para atender a uma empresa sem considerar os impactos sociais, econômicos e ambientais, como é caso.  Dentre outras, a pergunta imediata que surge é se está certo colocar em risco a sobrevivência da centenária e tradicional comunidade de Maria Coelho, que precisa da água para sobreviver, quando existe a solução de captação de água no rio Paraguai. Basta que investimentos por parte do grupo sejam feitos.
Alcides Faria




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