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12/05/2011

Câmara adia mais uma vez votação do novo Código Florestal

Fonte: Redação Época, com Agência Estado, em 12 de maio de 2011
A Câmara dos Deputados precisou adiar novamente, na madrugada de quinta-feira (12), a votação do novo Código Florestal, dessa vez por falta de quórum. O assunto só vai voltar a ser debatido na próxima semana. Antes, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), já havia pedido para adiar a votação para a próxima terça-feira (17), mesmo tendo anunciado um acordo entre ruralistas, ambientalistas e a liderança do governo. No acordo, o governo abria mão de alterar o item sobre reservas legais para pequenos produtores.

Vaccarezza pediu para o código sair de pauta porque o governo ficou sabendo na última hora do que a oposição iria apresentar. De acordo com o blog Político, dos 10 destaques que deverão ser votados, um deles, do DEM, prevê a estadualização da legislação e o governo não se sente seguro para votar por conta de uma divisão no PMDB. "[O governo] quer tempo para convencer os deputados. Muitos deputados tiveram acesso ao texto agora", afirmou Vaccarezza. "Não reconheço condições neste momento de fazermos essa votação."

O que Vaccarezza enfrentou foi uma rebelião na base aliada levou o governo. Apesar de passar o dia em intensas negociações sobre o novo texto, os líderes aliados foram surpreendidos pela bancada ruralista, que tinha votos para derrotar proposta do Palácio do Planalto que prevê a edição de decreto presidencial para definir quais as atividades agrícolas podem ser exploradas nas Áreas de Preservação Permanente (APPs). 

Antes de decidir o adiamento, Vaccarezza telefonou para o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. O pedido para deixar a votação para próxima semana foi feito às 23h19. 

A partir daí, os líderes governistas subiram à tribuna para defender o adiamento. "Vou tentar ganhar estes dias não para mudar o plenário. É para tentar mudar a posição do governo", alegou o líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN). Ele reconheceu que fez um julgamento "impreciso e incorreto" ao não ter percebido que a base votaria contra a proposta do governo. Os ruralistas garantem ter mais de 300 votos. 

O clima na Câmara ficou acirrado depois que o líder do PT, deputado Paulo Teixeira (SP), ter acusado o relator Aldo Rebelo (PC do B-SP) de ter mudado o texto na última hora. Segundo o petista, o relatório apresentado às 21 horas era um, enquanto a proposta levada ao plenário, por volta das 22 horas, era outra. 

Em campanha contra a votação do Código, a ex-ministra Marina Silva foi para o plenário da Câmara e aproveitou para publicar em seu twitter que Aldo havia incluído "várias pegadinhas" na nova versão. Irritado, Aldo foi ao microfone e reagiu: "Quem fraudou contrabando foi o marido de Marina Silva". Alfredo Sirkis (PV-RJ) rebateu Rebelo chamando o deputado de "canalha e traidor".
 
 





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