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30/08/2010
BNDES e Itaú assinam primeiro contrato do Exim AutomáticoBNDS, 20 de agosto de 2010
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco Itaú assinaram hoje (20/08) o primeiro contrato da linha de financiamento para bancos no exterior do BNDES, o Exim Automático. Esta nova modalidade de crédito para operações de pós-embarque tem o objetivo de estimular as exportações brasileiras, especialmente na comercialização de bens de capital, aumentando sua competitividade.
O Exim Automático opera com a abertura de linhas de crédito a bancos no exterior, por meio de um contrato “guarda-chuva”, no qual são cursadas as operações para financiamento às exportações de bens brasileiros. Nesse modelo operacional, os bancos no exterior têm maior liberdade para fomentar as operações com seus clientes locais (importadores) e assumem o risco de crédito perante o BNDES. Os desembolsos são feitos ao exportador, no Brasil, após o embarque, à vista e em reais. A vantagem comercial para os exportadores brasileiros reside na possibilidade de que o cliente argentino do exportador brasileiro consiga financiar suas compras de bens de capital do Brasil com custo e prazo competitivos. Dada a importância do mercado argentino para as exportações brasileiras, o BNDES vem negociando a abertura de linha de crédito com outros bancos de atuação relevante naquele país. Quanto aos demais mercados da América Latina, o BNDES está em negociações com bancos do Chile, Peru, Colômbia, Panamá, Paraguai e Uruguai. A oferta de crédito ao importador constitui um importante componente para ampliar as exportações brasileiras, principalmente as de bens de capital, sobretudo diante do cenário de recuperação da economia mundial e de maior competição. Em 2009, as exportações brasileiras totais de bens de capital foram de US$ 13,4 bilhões. Os países latino-americanos foram o principal destino, por blocos econômicos, alcançando US$ 5,9 bilhões (ou 44%). O principal país importador de bens de capital foi a Argentina, com US$ 2,1 bilhões (ou 16%), tendo superado até mesmo os Estados Unidos, país que historicamente detinha tal posição. | ||