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24/03/2006
BID divulga resumo do relatório do Mecanismo de Inspeção Indepente sobre Cana Brava
Em maio e julho de 2002 o Movimento de Atingidos por Barragens (MAB)
impactados pela construção da Hidrelétrica de Cana Brava em Goiás, financiada
pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), registrou um pedido ao
Mecanismo de Investigação Independente (MII) do BID com base no fato de que o
Banco não cumpriu sua política energética, sua política de reassentamento e não
supervisionou a implementação do projeto nem atendeu às demandas dos impactados
de forma adequada. O projeto foi implementado pela empresa Tractebel Energia SA
(Suez-Tractebel desde outubro 2003) e custou uma total de US$426 milhões, US$ 75
milhões sendo do BID.
Somente agora, quatro anos depois, o BID divulgou o que eles chamam um "abstrato" do relatório do seu Mecanismo de Inspeção Independente sobre o projeto hidrelétrico Cana Brava, somente em inglês. Para evitar brigas com Tractebel/Suez, o BID negou a publicar o relatório inteiro, citando que a sua Política sobre Acesso à Informação (OP-102) permite que o Banco deixe de divulgar informações "identificadas como confidenciais ou sensíveis" ou que possam "afetar negativamente as relações entre paises membros e o Banco ou entre clientes do setor privado e o Banco se divulgadas". No mínimo, seguindo o relatório crítico do MII sobre Yacyreta (projeto hidrelétrico Argentina/Paraguai) que foi rechaçado pelos funcionários e diretores do BID, o resultado da investigação sobre Cana Brava, que foi registrado em junho de 2002, mostra o mecanismo de inspeção do BID em sério estado de decadência, inadequado como veiculo para queixas de famílias atingidas. Entre as conclusões do Painel divulgadas: 1. As populações indiretamente atingidas não foram adequadamente
identificadas; As recomendações incluem contratação de especialistas adicionais em meio
ambiente e impactos sociais para o PRI, analises mais cedos de programas de
reassentamentos, e integração de ações para desenvolvimento econômico e social
mais cedo em projetos do PRI, em vez de ter que responder depois a Foi significativo que o Painel também diz que "O Banco vai continuar a ter
uma obrigação moral e em termos de manter uma reputação positiva em garantir que
todos os atingidos pelo projeto..." seja beneficiários da implementação Como um funcionário do Banco observa, "É possível que o BID não vai poder exigir medidas a serem tomadas pela Tractebel porque em maio de 2005, a empresa exerceu o seu direito de pré-pagar o empréstimo do BID inteiramente, como estipulado nos documentos de financiamento". Glenn Switekes (IRN) | ||