A Secretaria do Meio Ambiente de Minas Gerais convidou a Ecoa para estar presente no lançamento da 3ª edição do “Atlas de Energia Elétrica no Brasil”, que nesta última sexta-feira (07/05/10) em Belo Horizonte - MG.
Durante anos a Ecoa desenvolve trabalhos com pesquisas e incidências políticas na área de bicombustíveis e fontes alternativas de energia.
André Siqueira representou a Ecoa durante o evento, citando alguns exemplos de sucesso da organização na área de pesquisa, como a da supressão da cana-de-açucar em relação aos grãos, realizada de 2008 a 2009 e a usina fotovoltaica que será instalada na Barra do São Lourenço, levando luz e qualidade de vida a comunidade mais isolada do Pantanal, mais que isso, a organização desenvolve a proposta de parques energéticos compondo um mosaico, descentralizando a matriz hoje no país calcada na hidráulica e termelétrica no qual detêm grande parte dos impactos ambientais e sociais no Brasil.
Além de apresentar resultados, André se reuniu com outros participantes em um “almoço de idéias” para discutirem juntos a formação de uma agenda referente aos planos energéitcos no País.
Para mais informações acesse: http://www.aneel.gov.br/
Com cerca de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, mais de 7 mil quilômetros de litoral e condições edafo-climáticas extremamente favoráveis, o Brasil possui um dos maiores e melhores potenciais energéticos do mundo. Se, por um lado, as reservas de combustíveis fósseis são relativamente reduzidas, por outro, os potenciais hidráulicos, da irradiação solar, da biomassa e da força dos ventos são suficientemente abundantes para garantir a auto-suficiência energética do país.
Contudo, apenas duas fontes energéticas – hidráulica e petróleo – têm sido extensivamente aproveitadas. Cerca de 90% do suprimento de energia elétrica do país provém de geração hidráulica, e o petróleo representa mais de 30% da matriz energética nacional. Apesar da importância dessas fontes, a conjuntura atual do setor elétrico brasileiro – crescimento da demanda, escassez de oferta e restrições financeiras, socioeconômicas e ambientais à expansão do sistema – indica que o suprimento futuro de energia elétrica exigirá maior aproveitamento de fontes alternativas.
Se do lado da oferta de energia as condições são relativamente confortáveis, do lado da demanda há enormes descompassos e desafios para a sociedade brasileira. Tanto na periferia de grandes centros urbanos como em regiões remotas e pouco desenvolvidas, as formas convencionais de suprimento energético não atendem às condições socioeconômicas da maior parte da população.
Portanto, o planejamento e a regulação da oferta de energia devem buscar formas de suprimento energético compatíveis com as potencialidades energéticas e as necessidades socioeconômicas nacionais e regionais. É preciso que cada fonte ou recurso energético seja estrategicamente aproveitado, visando à maximização dos benefícios proporcionados e à minimização dos impactos negativos ao meio ambiente e à sociedade.
No modelo atual do setor elétrico brasileiro, além das políticas e diretrizes nacionais, são elementos fundamentais para o bom funcionamento do mercado as regras de atuação e os mecanismos de regulação, entre os quais a disponibilização de informações consistentes e atualizadas a todos os agentes do setor. É necessário, porém, um sistema de informação eficiente e compatível com a dinâmica e as dimensões do setor.
Já existem vários e importantes sistemas de informação energética no Brasil. Mas é preciso melhorar a articulação entre as fontes provedoras e facilitar o acesso aos dados, a fim de evitar a destinação de recursos na provisão de dados e informações já existentes. Muitas vezes, dados coletados por uma instituição não são utilizados por outra(s), incorrendo em múltiplos, repetitivos e desconexos sistemas de informação.
Visando ao preenchimento dessa lacuna, a Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, com o apoio da Organização Mundial de Meteorologia – OMM, está lançando a primeira edição do Atlas de Energia Elétrica do Brasil, disponibilizando aos agentes do setor e a toda a sociedade dados e informações sobre fontes e tecnologias de geração de energia elétrica, empreendimentos de geração e transmissão, assim como aspectos socioeconômicos de interesse do setor elétrico brasileiro.
A ampliação e o aprimoramento deste trabalho são fundamentais para a consolidação de uma base de dados georreferenciados – consistente e atualizada – sobre o setor de eletricidade no Brasil.
Para isso, a ANEEL conta com o apoio e a colaboração das diversas empresas e instituições ligadas à área de energia elétrica, visando à consolidação de um instrumento prático e eficiente de auxílio à tomada de decisão e de mais um elo de comunicação entre os agentes do setor.
Essa base de dados será disponibilizada por meio de um sistema de acesso eletrônico, que possibilitará ao usuário a elaboração de mapas temáticos segundo as suas necessidades e conveniências. Além disso, os usuários poderão enviar dados, críticas e sugestões para a ampliação e a atualização da base de dados e o conseqüente aprimoramento do referido sistema.
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