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15/12/2011

Assentamento Andalúcia: iniciativa que vem gerando frutos

Comunicação Ecoa


O extrativismo sustentável, hoje difundido com sucesso em vários assentamentos, aldeias e propriedades de agricultura familiar de Mato Grosso do Sul, começou de uma experiência pioneira da Organização Não Governamental Ecoa - Ecologia e Ação e o assentamento Andalúcia, localizado no município de Nioaque.

Tudo começou no ano de 2001 quando o professor e até então conselheiro da Ecoa, Paulo Robson, percebeu a necessidade de conservar aquela região, principalmente por ser tratar de um nicho de encontro entre floresta/cerrado. Foi a parir daí que a Ecoa despertou o olhar para a região e passou a ministrar e oferecer aos moradores cursos de capacitação sobre cultivo, beneficiamento de espécies nativas e oficinas de tecelagem e tapeçaria.

O desenvolvido deste trabalho resultou na criação do Centro de  Produção, Pesquisa e Capacitação do Cerrado (Ceppec), em dezembro de 2003, que têm como finalidade capacitar, pesquisar e tornar-se um centro de referência para os trabalhadores rurais do Cerrado/ Pantanal, além de ser um elo entre os pequenos projetos e grupos rurais.

O reconhecimento do trabalho desenvolvido pela Ceppec se concretizou no ano de 2005 quando passou a ser reconhecido como uma Organização Não Governamental e desde então além dos cursos e das pesquisas, ajuda na comercialização dos produtos gerados pelo Centro.

Agora, no final de 2011, nove anos depois dos trabalhos começarem a ser desenvolvidos na região, Paulo Robson faz uma avaliação e acredita que muitos frutos ainda serão gerados por este grupo de agricultores familiares que a partir dos conhecimentos locais e de novas idéias aprenderam a diversificar a renda sem prejudicar o Cerrado e o Pantanal.

"Nestes tempos de novas investidas do agronegócio e do próprio governo para destruir ainda mais o Cerrado (já tão detonado), em que a preguiça e  o comodismo de se recuperar áreas degradadas é disfarçado no argumento hipócrita de que é preciso ocupar novas áreas "improdutivas" para gerar riquezas -- mais de 500 anos depois, continuamos exportando outros tipos de "pau-brasil" para o primeiro mundo --,  é sempre bom vermos projetos como este dando certo, servindo de modelo para o uso sustentado de suas riquezas e a valorização da cultura local e do conhecimento tradicional”. Ressalta Paulo.

E, por se tratar de um projeto modelo, a iniciativa tem ganhado cada vez mais visibilidade. Recentemente  o programa MS Rural da TV Morena produziu uma matéria sobre a região e sobre o belíssimo trabalho que lá vem sendo desenvolvido.

Você pode conferir a matéria na íntegra clicando aqui.





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