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10/08/2010

A matança de onças no Pantanal

Foto apreendida durante a operação Jaguar
Foto apreendida durante a operação Jaguar

Documento obtido pela Ecoa mostra que no começo de maio de 2009 a Policia MIlitar Ambiental saiu a campo para apurar uma denúncia de que na fazenda Taiaman estaria sendo preparada caçada de onças. Encontrou cães de caça e seu proprietário Eliseu Augusto Sicoli, o mesmo dentista que foi indicado como o chefe da quadrilha presa recentemente. Não conseguiu o flagrante. O resultado da averiguação foi encaminhado oficialmente à Policia Federal de Corumbá em dezembro de 2009, portanto quando já estava em andamento a Operação Jaguar, pois o delegado responsável pela operação disse que as investigações tiveram início há nove meses.

Fotos

Além de informações importantes surgidas nas paralelas da Operação Jaguar, milhares de fotos foram encontradas em caixas na casa do dentista Eliseu Augusto Sicoli. Já circulam algumas delas com caçadores - a Federal disse que vai identifica-los - e até com mulheres ao lado de onças mortas e de garotos posando com armas de grosso calibre e fieira de aves silvestres mortas.

Veja algumas fotos na galeria de imagens abaixo.

Lenda pantaneira.

Entre 2004 e 2006 o Instituto Onça Pintada (IOP) desenvolveu um programa de ressarcimento de 150 dólares por cabeça de gado abatido por onças em 13 fazendas do Pantanal. O resultado foi surpreendente: o número de bovinos abatidos era bem menor do que o divulgado pelos fazendeiros - somente 20% dos recursos disponíveis foram utilizados (informações de Leandro Oliveira, presidente do IOP no Correio do Estado de 23/07/2010)

Alcides Faria




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