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04/06/2011
05 de junho, dia mundial do Meio AmbienteNo dia cinco de junho é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente. A data foi proposta pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em homenagem ao primeiro grande encontro internacional dedicado à temática ambiental, a Conferência de Estocolmo, de 1972. Em meio a tantas ameaças aos ecossistemas, como poluição, desmatamento, perda da biodiversidade, problemas urbanos e sociais o momento não é de comemoração, mas de reflexão. A ECOA, há 22 anos, recém completados no dia 03 de junho, trabalha em prol dessa reflexão sócio-ambiental junto à sociedade e comunidades ribeirinhas do Pantanal, promovendo ações de cidadania, saúde e educação, além de articular campanhas de mobilização contra as ameaças da biodiversidade pantaneira. Mas as ameaças só fazem crescer, além das hidrelétricas, carvoarias, mineradoras, desmatamentos, hidrovias e zoneamento, recentemente o novo Código Florestal aprovado pela Câmara Federal no dia 24 de maio de 2011 aumentando ainda mais as ameaças ambientais no País, mais especificamente para o Cerrado e o Pantanal. Em uma entrevista cedida pelo diretor executivo do ECOA ao jornal O Globo no dia 25 de maio de 2011, o biólogo Alcides Faria, ressaltou que sem a proteção que existe hoje, as encostas dos rios o processo de infiltração das águas sofrerá modificações e isso vai alterar o ciclo de cheias e secas na planície pantaneira. - É com grande tristeza que vi a aprovação desse Código Florestal, porque além da questão ambiental ele traz um grande equívoco econômico também, pois sem a proteção das encostas a probabilidade de desastres é maior - afirma o diretor de uma das ONG mais tradicionais de Mato Grosso do Sul. Outro ameaça a biodiversidade brasileira foi o licenciamento da Usina Hidrelétrica de Belo Monte no dia 01 de junho de 20011, às vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente. Em mais um atropelo no processo de licenciamento ambiental da usina, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) liberando a licença de instalação que autoriza o início das obras, mesmo sem o cumprimento das condicionantes e em clara oposição à recomendação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) de suspender o projeto até que o direito à consulta livre, prévia e informada dos povos indígenas sobre a obra seja assegurada. "Não recuaremos um centímetro. A cada erro, a cada mentira, só aumenta mais nossa indignação e nossa força de lutar. Esta licença é a ante-sala de um crime que nós impediremos que seja cometido, custe o que custar", disse Antonia Melo, coordenadora do Movimento Xingu Vivo Para Sempre, em entrevista publicada no site da organização. Aproveitando desta data de reflexão que é o dia 05 de junho, esperamos que a sociedade e o poder público se conscientizem sobre os impactos de projetos como estes e reavaliem suas ações em benefício do meio ambiente, afinal defender o meio ambiente é lutar pela vida.
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