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Zonas de afloramento e descarga

A área de afloramento do Aqüífero Guarani no Brasil é de aproximadamente 104 mil km² o que equivale a 12,4% da área total do aqüífero em território nacional. O estado onde está localizada a maior área de afloramento é o Mato Grosso do Sul com 30% (31.299 km²), porém o equivalente a 14,7% da área total do aqüífero no Estado. Em seguida têm-se São Paulo com 16,7%, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, ambos com cerca de 13% e Goiás com 12%. Os Estados do Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais possuem as menores áreas de afloramento com 8,6; 5,7 e 1,6%, respectivamente. Cerca de 50% da área do Guarani no estado do Mato Grosso apresenta-se em área de afloramento.  

A região de afloramento do Guarani no Estado do Mato Grosso do Sul apresenta uma vocação rural, com produção, preferencialmente da soja e atividade pecuária extensiva.
Nas áreas localizadas na porção que abrange as nascentes dos rios Taquari e Coxim, o problema maior tem sido o assoreamento dos cursos de água, em decorrência do manejo inadequado das pastagens, favorecido pelo intenso processo erosivo. O uso de agroquímicos e os dejetos dos criadouros de porcos e estabelecimentos de lacticínios parecem ser as fontes de contaminação, dispersas e pontuais, mais representativas, principalmente, em Camapuã e São Gabriel do Oeste.

Conceito
Zonas de recarga direta ou de afloramento: ocorrem nas regiões onde a erosão expõe parte dos arenitos (afloramentos). As principais zonas de recarga do Guarani em território encontram-se nos Estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina. A maior área de recarga do aqüífero no Paraguai localiza-se nos departamentos de Caaguazú e Alto Paraná. A recarga nessa área se dá pela infiltração direta da água da chuva através do solo.

Zonas de recarga indireta: o reabastecimento do Guarani pelas zonas de recarga indireta se dá por drenagem (filtração vertical) superficial das águas através das fissuras das rochas da Formação Serra Geral e pelo fluxo subterrâneo indireto, ao longo de descontinuidade das rochas do pacote confinante sobrejacente (Grupo Bauru/Caiuá), nas áreas onde a carga potenciométrica favorece os fluxos descendentes, ocorrendo em direção ao centro da bacia.

Zonas de descarga: ocorrem principalmente nas regiões cujas cotas topográficas são inferiores a 300 m. As principais zonas de descarga do sistema aproximam-se às regiões próximas ao nível de base do Rio Paraná ou dentro da área de influencia à jusante de sua bacia hidrográfica, bem como no Chaco Argentino. Essas áreas principais seriam as regiões planas e pantanosas entre os rios Uruguai e Paraná, na Argentina, e ao longo dos rios Paraná, Pelotas e Tietê.

Fonte: Aqüífero Guarani: A Verdadeira Integração dos Países do Mercosul” – escrito por Nadia Rita Boscardin Borghetti e José Roberto Borghetti, em 2004.

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