A crescente demanda mundial por matérias-primas minerais e a proximidade do gás natural boliviano estão transformando Corumbá e Ladário (MS), cidades da borda oeste do Pantanal sul-mato-grossense. Na região, o Maciço do Urucum dispõe do terceiro maior depósito de minério de ferro e terceiro maior estoque de manganês do Brasil, além de uma importante jazida de calcário.
É inevitável o contraste entre as belezas cênicas do Pantanal, um paraíso ecológico de biodiversidade, cultura e história de seus povos, e o desejo empresarial e político para o estabelecimento de um polo mineroindustrial.
No Pantanal tudo é orquestrado pelas águas. O ciclo de cheia e seca determina o clima, a vida das pessoas, da fauna e da flora.
Assim também acontece com o desenvolvimento local. A preocupação com os possíveis impactos negativos do polo no meio ambiente do Pantanal e na economia local, tradicionalmente estabelecida com a pecuária, o turismo e a mineração, motivou o surgimento da Plataforma de Diálogo. A iniciativa envolve empresários do setor mineroindustrial e representantes de ONGs socioambientais e conservacionistas que buscam, por meio do diálogo, melhores alternativas de
desenvolvimento com maiores níveis de proteção às pessoas e ao frágil ecossistema.
A preocupação dessas empresas com a proteção do Pantanal e a participação dos protagonistas dessa região geram, pela primeira vez, diretrizes, acordos e ações para o desenvolvimento das atividades mineroindustriais. O diálogo representa uma ação de responsabilidade com o futuro e com a qualidade de vida.
A Plataforma
Em 2006, após vários anos em conflitos de interesses, ONGs e empresários da siderurgia, mineração e energia iniciaram um diálogo para buscar uma resposta: como fortalecer um polo mineroindustrial causando menos impactos ao Pantanal?
A iniciativa de possibilitar a real participação social no desenvolvimento com maior proteção ambiental é conhecida como PLATAFORMA DE DIÁLOGO. Nesse processo, que tem como observador o Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul, foi criado um espaço de “negociação” entre o terceiro setor e as empresas.
Mesmo com interesses diferentes, protagonistas do Pantanal demonstram possibilidades de um desenvolvimento econômico na região que resulte em menos poluição com garantia de qualidade de vida para os pantaneiros e compensação da perda de biodiversidade local com a proteção integral de importantes áreas naturais.
Participam dos diálogos ONGs socioambientais e conservacionistas como a Conservação Internacional, a Fundación AVINA, o WWF-Brasil, a Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, a Fundação Ecotrópica, a Fundação Neotrópica do Brasil, a Ecoa - Ecologia e Ação, o Instituto do Homem Pantaneiro e o Instituto SOS Pantanal.
Entre as empresas dispostas a participar desse diálogo com as ONGs de forma a contribuir para o desenvolvimento sustentável do Pantanal, com padrões que superem ou venham a superar as atuais exigências legais, estão a MSGÁS, a MMX, a Mineração Pirâmide Participações, a Petrobras, a Vale e a Vetorial Siderurgia Ltda.
Nossos Objetivos
¥ proteção mais efetiva do Pantanal através da prevenção, mitigação e compensação de eventuais
impactos ambientais e sociais decorrentes da implantação e ampliação das atividades econômicas
(mineração, siderurgia e gás-química) previstas na região;
¥ criação de um processo de desenvolvimento local mais democrático, com equilíbrio de interesses,
necessidades sociais, econômicas e ambientais;
¥ adoção de alternativas tecnológicas ambientalmente mais corretas e implantação de sistemas de
gerenciamento de riscos e contingências;
¥ diminuição dos custos socioeconômicos de transações entre empresas e sociedade civil.
Para mais informações entre em contato pelo e-mail plataformadedialogo@gmail.com