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Iniciativas

Carta para ministra da Agricultura da Alemanha, maio de 2001.
Nesta carta dezenas de organizações do Brasil e Alemanha denunciam os problemas da produção e comércio de soja e solicitam o agendamento de uma audiência

Comitê de Monitoramento do Programa Pantanal, 24 de março de 2001.
A formação do Comitê de Monitoramento do Programa Pantanal foi o resultado de seis anos de luta da sociedade civil organizada. A Rios Vivos acompanhou todo o processo, incentivando e promovendo ações. Participaram da votação diversos segmentos sociais, universidades e instituições de pesquisa. Foi a primeira vez que na América Latina que se conseguiu formar um comitê com representantes da sociedade civil para monitorar um programa deste porte.

Reunião de Marabá, Pará - entre 28 e 29 de março de 2001.
Nesta reunião foram debatidos os impactos de grandes projetos de infra-estrutura, em particular a hidrovia Araguaia - Tocantins. Participaram ao todo 130 pessoas de 60 organizações, representando sindicatos, ONGs e organizações do Movimento dos Atingidos por Barragens. As organizações reunidas elaboraram a Carta de Marabá, em protesto contra o projeto da hidrovia Araguaia Tocantins e outros megaprojetos previstos no Programa Avança Brasil, que considera a Amazônia como centro de produção e exportação de energia, recursos naturais e grãos. A carta teve ampla circulação e adesão de várias instituições.

Constituição da Aliança Rio Paraguai - 14 de fevereiro de 2001, Cáceres, MT/Brasil.
Formada a partir de discussões entre pesquisadores, ONGs e organizações sindicais das cidades ao longo do rio Paraguai. Representa um marco nas ações frente à várias questões sociais da bacia e na luta fortalecendo pela preservação do rio.

Reunião em Defesa do Rio Paraguai, Cuiabá - Cáceres, MT/ Brasil entre 13 e 14 de fevereiro de 2001. Estes eventos contaram com a participação de diversas Ongs, do Comitê em Defesa do rio Paraguai, Movimento em Defesa do rio Paraguai, representantes sindicais, pequenos proprietários, pesquisadores e interessados.

2000

Reunião em Defesa do Rio Paraguai, 28 de novembro de 2000, Corumbá, MS/Brasil.
Nesta reunião estiveram presentes diversos setores da sociedade do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul para debater a atual estratégia de implantação da hidrovia Paraná - Paraguai. Discutiu-se sobre o licenciamento de obras isoladas como a proposta de construção do Porto Morrinhos, em Cáceres, MT e a necessidade de mobilização da população. Durante este evento decidiu-se pela criação do Comitê em Defesa do Rio Paraguai, sediado em Corumbá e formado por pesquisadores, membros da Associação de Pescadores, proprietários rurais e representantes de outros setores da sociedade civil. Esta iniciativa é mais um passo da sociedade para impedir a implantação de projetos que favorecem interesses particulares.

Campanha Eletrônica contra a Implantação do Porto Morrinhos em Cáceres. - novembro de 2000.
Campanha de envio de e-mails para o ministro brasileiro do meio ambiente com cópias para o gerente de projetos da ACBL (American Barge Lines) e para a secretaria do meio ambiente do Mato Grosso do Sul, solicitando o impedimento da construção do Porto Morrinhos. A campanha teve alcance nacional e internacional, atingindo aproximadamente 5.000 pessoas. Como resultado desta campanha e das ações subsequentes, a obra não obteve licenciamento, compreendendo-se que o porto ou qualquer outra intervenção no rio Paraguai só poderá ser realizada através do licenciamento do projeto da hidrovia Paraná - Paraguai.

Encontro de Lideranças indígenas - Amazônia, Cerrado, Chaco e Pantanal. De 28 de outubro até 03 de novembro de 2000.
O encontro contou com 32 participantes e 10 etnias diferentes.Foram discutidas as estratégias e formas de participação das comunidades indígenas frente a Coalizão. Durante o evento foram abordados vários temas entre eles: o Aqüífero Guarani; propostas de construção das Hidrovias Araguaia - Tocantins e Paraná - Paraguai; e a situação das comunidades indígenas.

"Desenvolvendo a Sustentabilidade das Comunidades, com ênfase na permacultura." De 28 de outubro até 03 de novembro de 2000.
Curso teórico - prático ministrado por especialistas empermacultura. Através de oficinas, foram trabalhados conceitos de desenvolvimento sustentável e alternativas. Os participantes conheceram as iniciativas realizadas na aldeia Terena Limão Verde, MS.

Criação do Comitê em defesa dos rios Araguaia e Tocantins. Outubro de 2000.
Constituído por movimentos sociais, movimentos em defesa dos direitos humanos, sindicatos, Ongs, sindicais e pequenos proprietários rurais.

A Coalizão Rios Vivos foi tema da tese de doutorado Tecendo a sociedade civil global e ampliando a esfera pública: a articulação dos atores civis ante o Projeto Hidrovia Paraguai - Paraná. Joviles Vitório Trevisol. Departamento de Sociologia, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP, São Paulo, novembro de 2000.

Reunião dos Fóruns de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul - entre 5 e 6 de outubro de 2000, Chapada dos Guimarães, MT.
A reunião teve o propósito de discutir o atual desenho do Programa Pantanal, elaborando-se uma proposta comum entre os dois fóruns para a participação da sociedade civil. Durante o evento discutiu-se, juntamente com a Rede Brasil, o papel das Agências Multilaterais de Financiamento e as estratégias frente a Hidrovia Paraná - Paraguai.

Reunião em São Paulo, julho de 2000
Foi assegurada a participação na coordenação do processo global de articulação do Instituto de Políticas de Agricultura e Comércio (IATP), Aliança Mississipi e Instituto Internacional para Meio Ambiente e Desenvolvimento (IIED - Reino Unido).

Conferência Internacional sobre hidrovias e desenvolvimento sustentável - Junho, Alemanha.
Participaram cerca de 50 organizações não governamentais, governamentais e pesquisadores do Brasil, Argentina, Estados Unidos e Europa. A Rios Vivos participou da criação de um grupo coordenador para atuar na defesa de ecossistemas aquáticos, especialmente contra intervenções nos rios.

A Rios Vivos tem apoiado e fornecido suporte técnicos aos eventos e ações contrários à Hidrovia Araguaia - Tocantins:

Audiência Popular de São Félix do Araguaia - abril de 2000
O evento mobilizou aproximadamente 600 pessoas incluindo lideranças locais, líderes indígenas, representantes de estados, representantes sindicais, pesquisadores, especialistas e organizações não governamentais. O objetivo da reunião era divulgar e debater o projeto Hidrovia Araguaia - Tocantins. Maurício Galinkin, da Fundação CEBRAC, juntamente com o geólogo Tadeu Veiga apresentaram o projeto para os participantes. Os membros do Painel de Especialistas Independentes do EIA/RIMA do Projeto apresentaram suas análises e se dispuseram a dialogar com os participantes.

Audiência Pública sobre Impactos da Hidrovia Araguaia Tocantins, 28 de outubro de 2000, Palmas, TO.
O Evento, promovido pelo Movimento pela Preservação dos rios Araguaia e Tocantins, contou com a participação de 350 pessoas e o suporte técnico da Coalizão. O posicionamento das organizações frente ao projeto foi manifestado na Carta de Palmas. A partir deste evento as organizações decidiram por ampliar as articulações entre os estados da região, convidando a Coalizão Rios Vivos a participar deste processo.

Megaproyectos en la Cuenca del Prata: caso de la hidrovia Paraná - Paraguay. Buenos Aires, Argentina. Organização - Fundação Proteger e Asociacion de Cooperativas Agrarias Argentinas (ACAA).

Jornadas sobre humedales e impactos de mega - obras. Entre Rios, Argentina.

1999

Expedição Científica no Rio Paraguai entre Cáceres (MT)e Porto Murtinho (MS) de 03 a 14 de novembro de 1999, Brasília. Coordenado por Fundação CEBRAC.

Participação da Coalizão na Rede Latino Americana sobre Barragens, agosto de 1999, São Paulo, Brasil.

Oportunidades de geração de renda no cerrado. Brasília, março de 1999. Coordenado por Fundação Cebrac

1998

Consolidação do Grupo de Trabalho Represas, que visa fortalecer e facilitar a operação de grupos locais frente a alguns projetos na Bacia do rio da Prata e Bacia Amazônica.

Constituição de um grupo de trabalho sobre alternativas de desenvolvimento e comunidades - coordenado por Sobrevivência, Both Ends e Ecoa.

Reunião de coordenação entre Rios Vivos, European Environment Bureau e Red Mexicana - outubro de 1998, Cidade do México. - Coordenação: Jorge Danire/ Foro Ecologista del Paraná.
Reunião para definir estratégias comuns frente ao livre comércio.

IV Jornadas Internacionales en Defensa y preservacion del Río Paraná, I Jornadas por la Integracion y la Sustentabilidad de la Cuenca del Plata, I Reunion Regional de la Accion Global de los Pueblos, setembro de 1998, Parana, Entre Rios.
Eventos organizados pelos Foro Ecologista del Parana, conjuntamente com CETERA e Agmer (grêmios docentes). Naquela oportunidade Jorge Cappato/Fundação Proteger e Elba Stancich/Taller Ecologista expuseram o tema "Impactos Acumulativos en la Cuenca del Plata".

Seminário Itinerante sobre o Rio Paraguai, trecho Corumbá/ Brasil e Assunção/Paraguai.

Reunião Técnica Sobre Unidades de Conservação na Região de Fronteira entre Paraguay, Bolívia e Brasil. Porto Murtinho, MS Brasil 24 de julho de 1998. Realização - Rios Vivos (ABIPAN, SOBREVIVÊNCIA, ECOA)
Objetivo de definir estratégias comuns para o Grupo de Trabalho e sua relação com as comunidades indígenas e tradicionais. Foram também indicadas áreas que devem ser protegidas na zona de transição Pantanal / Chaco, principalmente na região de fronteira entre Bolívia, Paraguai e Brasil. Participaram cerca de 80 pessoas, desde indígenas, pescadores, representantes de instituições de pesquisa, prefeituras e câmaras de vereadores do Paraguai e do Brasil.

1997

Seminário sobre a Hidrovia Paraná - Paraguai. Novembro, Alemanha. Realização KoBra - Cooperação Brasil
Participaram 25 organizações. Humberto Mafra da Fundação Francisco expôs a problemática da hidrovia e falou sobre seu trabalho e as ações da Rios Vivos.

Audiências Públicas sobre o Gasoduto Bolívia Brasil - agosto, Campo Grande, MS/ Brasil e Santa Cruz de la Sierra/Bolívia.

Encontros sobre a Hidrovia Araguaia - Tocantins, abril de 1997 Brasília, Brasil
Glenn Switkes e Maurício Galinkin, membros da Rios Vivos encontraram com representantes de vários grupos para definir estratégias sobre a Hidrovia Araguaia - Tocantins.

Encontro Anual do Banco Inter - Americano de Desenvolvimento, março Barcelona, Espanha.
Participaram vários membros da Coalizão e Maike Rademaker/Urgewald - Alemanha informou sobre os impactos da Hidrovia Paraná - Paraguai.

Conferência dos Afetados por Barragens - março de 1997, Curitiba.
Foi a primeira reunião dos afetados por barragens no Brasil, coordenado pelo Movimento dos Atingidos por Barragens e International Rivers Network. Participaram 100 pessoas da América, Europa, Ásia e África com o objetivo de traçar estratégias comuns para lidar com a destruição ambiental e medidas compensatórias.

1996

Encontro Internacional dos Povos Indígenas da Bacia do Prata - de 03 a 05 de maio de 1996, Campo Grande, MS.
Estiveram presentes 72 indígenas de 23 etnias diferentes dos países que formam a bacia do Prata. O encontro foi coordenado por organizações ambientais e indígenas.

Participação no Seminário "A União Européia, Mercosul e Meio Ambiente" - de 16 a 29 de março de 1996. Convite feito pelo European Environmental Bureau. O objetivo desta jornada foi divulgar informações sobre a Coalizão Rios Vivos e a campanha contra a Hidrovia Paraná-Paraguai além de articular com outras organizações.

Encontro de coordenação do Comitê de Lideranças Indígenas do Baixo Chaco - Departamento de Presidente Hayes - Paraguay. Discutiu o projeto da Hidrovia Paraná - Paraguai e as comunidades indígenas.

I Encontro dos Índios do Pantanal - de 25 a 27 de janeiro de 1996, Aquidauana, MS - Brasil.
Participaram 120 representantes de várias comunidades indígenas da bacia do Alto Paraguai, para discutir os impactos diretos e indiretos dos megaprojetos de infra-estrutura que afetam a qualidade de vida de suas comunidades.

1995

Formação do Comitê de Acompanhamento do Projeto Gasoduto Bolívia Brasil - criado pela Coalizão através de uma articulação com ONGs cinco estados envolvidos, BIC (Bank Information Center) e Amazon Watch nos EUA. As bases para a operação deste comitê estão no documento "Procedimento para Participação das Comunidades e Organizações não Governamentais no Acompanhamento do Projeto do Gasoduto Bolívia Brasil", elaborado pela Petrobrás, Banco Interamericano de Desenvolvimento, Banco Mundial e ONGs. A experiência adquirida por esta iniciativa permite que a Coalizão monitore outros projetos de construção de gasodutos na América do Sul.

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