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Hidrovia Paraná - ParaguaiO projeto original da Hidrovia Paraguai-Paraná envolve os cinco países da bacia do rio da Prata: Bolívia, Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina e prevê a execução de centenas de obras de dragagens, derrocamento, retificação de curvas (aumentando o raio) dos rios Paraná e Paraguai, a partir do município de Cáceres. A via atravessaria 1.300 quilômetros do Pantanal até Nueva Palmira, no Uruguai. O propósito seria permitir o tráfego de barcaças 24 horas por dia, durante os 365 dias do ano. A via navegável que poderá se transformar em hidrovia funciona desde o descobrimento da América, ou mesmo antes. Foi pelo rio Paraguai que os espanhóis desbravaram o interior do continente, a partir do rio da Prata. Atualmente enormes comboios percorrem suas águas, transportando soja, trigo, minérios, combustíveis e madeira. Mas as curvas são muitas e bem acentuadas. No tempo da seca, bancos de areia surgem do nada, como icebergs. Assim, o que fazer para promover uma via para o desenvolvimento da região onde vivem 200 milhões de pessoas, em cinco países, com uma economia regional estimada em US$ 800 bilhões? A hidrovia nasce a partir deste pensamento dos governos estaduais de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e do governo federal brasileiro. Atualmente (2002), após decisão judicial, um novo Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (EIA/RIMA) deverá ser feito considerando todo o trecho da hidrovia. A justiça também determinou que o Licenciamento Ambiental para que a hidrovia comece a operar seja analisado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, um órgão federal. As determinações da justiça são uma vitória do movimento socioambientalista, que durante anos tentou barrar um projeto que acontecia camuflado, com obras isoladas e licenciamentos ambientais estaduais. Leia as notícias e documentos da hidrovia Paraguai-Paraná clicando AQUI |
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Hidrovia Paraná - Paraguai | |
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