Com 80% da sua energia elétrica proveniente de grandes usinas, o Brasil segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), está entre os cinco maiores produtores de energia hidrelétrica no mundo.
Esse tipo de geração de energia produz os mais diferentes tipos de impactos imagináveis, o que gera cada vez mais polêmica e fomenta o avanço das discussões sobre desenvolvimento sustentável.
O aumento de construção de usinas hidrelétricas no Brasil, está sendo baseado no discurso de que a energia é um fator essencial para o desenvolvimento sócio-econômico de uma nação. Porém, os impactos sócio-ambientais causados por elas normalmente não são levados em consideração.
Até mesmo áreas que sempre pensamos estar longe destas ameaças, estão sofrendo pressão. A maior planície alagável do mundo, o Pantanal serve como exemplo.
O Pantanal esta localizado em uma ampla depressão topográfica no coração do continente sul-americano. Até recentemente, pequenas barragens para irrigação, consumo de água ou produção de energia não eram consideradas perigosas.
Mas, este cenário mudou. Um levantamento recente mostra que existem projetos para a implantação de mais de 100 usinas hidrelétricas - de pequeno, médio e grande porte - nos rios de planalto da alta bacia do rio Paraguai. Sem dúvidas a instalação destas barragens alterará o pulso de inundações na planície, prejudicando a biodiversidade da região, limitando a migração de peixes que sobem os rios para reprodução e retendo organismos aquáticos importantes para a alimentação de animais. Além disso, causará consideráveis impactos sociais, tendo em conta a existência de comunidades ribeirinhas ao longo dos rios a serem barrados.
Pensando nisto criamos este espaço para que mais informações sobre o assunto sejam divulgadas.
Nossos rios estão pedindo ajuda. Vamos mudar esta realidade!