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Águas

Estudiosos prevêem que muito em breve a água será a principal causa de conflitos entre as nações. Eventos internacionais, como o V Fórum Mundial da Água, realizado no ano de 2009 em Istambul – Turquia, não apresentam muitos avanços para evitar as previsões. Este recurso natural fundamental para qualquer tipo de vida na Terra ainda não é considerado um direito humano e sim uma necessidade básica, o que na prática significa que nem todos terão acesso e que cada país faz a sua gestão de acordo com seus interesses.

Segundo o relatório Water in a Changing World, elaborado por 26 agências da Organização das Nações Unidas  - ONU, mais de um bilhão de pessoas já não possuem acesso a água de boa qualidade. A ONU ainda prevê que em 2030 quase metade da população mundial viverá em locais onde conseguir água será um problema. As áreas no planeta que já sofreram com secas dobraram desde 1970 e o cenário deve piorar em ritmo acelerado.

O principal problema em relação à água não está na sua quantidade, mas sim na sua distribuição irregular e no aumento da demanda pelo crescimento populacional e das atividades agrícolas e industriais. De todo o consumo mundial, 70% é de responsabilidade da agricultura. Caso não sejam tomadas medidas para conter o uso dos recursos hídricos pelo setor agrícola a procura mundial por água vai crescer entre 70% e 90% até 2050.

Brasil

Embora o Brasil possua 12% da água doce superficial existente no mundo, além de grandes reservatórios subterrâneos, a poluição e o uso inadequado comprometem esse recurso e sua distribuição em várias regiões do País. A Amazônia, por exemplo, possui 78% da água superficial do País, sendo que a maior parte da população brasileira se concentra na região sudeste, que tem disponível apenas 6% do total de água.

Estima-se que a área irrigada no Brasil seja de 4,6 milhões de hectares. Este setor é o que conta com a maior parcela de vazão de água retirada, cerca de 47% do total. Para o abastecimento urbano são reservados 26%, 17% para indústria, 8% para pecuária e apenas 2% para as populações rurais.

De acordo com o relatório de conjuntura dos recursos hídricos no Brasil, realizado pela Agência Nacional de Águas – ANA, apenas 53% do esgoto coletado no País são jogados sem qualquer tratamento nos rios e córregos. Além das conseqüências negativas à saúde humana decorrente dessa poluição, seu excesso provoca o crescimento excessivo de plantas invasoras. Nesse aspecto, quase 30% das águas brasileiras estão comprometidas e 7% tão comprometidas a ponto de haver mortandade de peixes.

Bacia do Alto Paraguai

Cerca de 1,9 milhão de pessoas vivem na região da Bacia do Alto Paraguai, o que equivale a 1% da população do Brasil, sendo 84,7 % em áreas urbanas. As cidades de Cuiabá-MT (483 mil hab.), Várzea Grande-MT (215 mil hab.), Rondonópolis-MT (150 mil hab.), Corumbá-MS (95 mil hab.) e Cáceres-MT (85 mil hab) são os principais centros populacionais.

Com relação aos indicadores de saneamento básico, 77% da população da região hidrográfica é abastecida de água, percentual abaixo do valor médio nacional que é de 81,5%. O percentual da população da região hidrográfica com rede de esgoto é de 20%, abaixo do percentual nacional (47,2%). Quanto ao esgoto tratado, a região apresenta um percentual de 17,2%, próximo da média nacional (17,8%).

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