Desenvolveu campanhas e denunciou uma série de problemas ambientais que estavam acontecendo no Mato Grosso do Sul como a implantação de uma fábrica de cimento no coração da Serra da Bodoquena e o descaso da prefeitura de Campo Grande com o lixão de Itamaracá.
1992
A Ecoa participa da Eco 92, realizada no Rio de Janeiro, e se fortalece participando de várias discussões que iniciaram a criação de algumas redes nacionais e internacionais como a Coalizão Rios Vivos e a Rede Cerrado de ONGs.
1993
Inicia o estudo preliminar O Extrativismo e as populações tradicionais em Mato Grosso do Sul, para buscar informações sobre as comunidades de MS que sobreviviam da extração de recursos naturais renováveis. O trabalho foi desenvolvido em convênio com o Ibama, cabendo ao CNTP (Centro Nacional para o Desenvolvimento Sustentado das Populações Tradicionais) o acompanhamento.
1994
O estudo preliminar O Extrativismo e as populações tradicionais em Mato Grosso do Sul é finalizado. Foram visitados 11 municípios, 16 grupos extrativistas, tendo sido percorridos aproximadamente 3,7 mil Km de carro e ônibus. Até então, não existia qualquer levantamento ou estudo que identificasse os grupos extrativistas do Estado. Este trabalho foi de fundamental importância para a Ecoa que baseada nos dados deste estudo passou a desenvolver projetos para a melhoria da qualidade de vida destas comunidades.
A Ecoa torna-se membro da coordenação e secretaria executiva da Coalizão Rios Vivos, que tem cerca de 300 organizações não-governamentais, comunidades tradicionais e povos indígenas da Europa, Estados Unidos, Paraguai, Bolívia, Argentina, Uruguai e Brasil. A Rios Vivos nasceu com a finalidade de barrar o megaprojeto Hidrovia Paraguai-Paraná, que na época era a principal ameaça para o Pantanal e a Bacia do Alto Paraguai. Mais informações no site www.riosvivos.org.br
1995
Em 13 de novembro foi finalizada a primeira edição da Rede Ecoa de Notícias, um informativo semanal com pequenas notas jornalísticas sobre as questões ambientais distribuído para mídia local, nacional e internacional via fax. A iniciativa tinha o objetivo de ecologizar os veículos de comunicação já que a mídia em geral não dava atenção as questões ambientais ou divulgava informações equivocadas. A iniciativa foi pioneira e provocou uma mudança na forma como mídia do Estado passou a abordar as questões ambientais. O veículo prioritário do informativo era o rádio por ter maior inserção nas camadas populares e regiões de difícil acesso. No mês de dezembro ganhou cara nova e passou a ser chamado de Rede Ecológica de Notícias.
1996
A luta contra a Hidrovia Paraguai-Paraná continua, a sede da organização muda para rua 14 de julho, um espaço maior onde a entidade pretendia crescer.
A entidade assina convênio de cooperação com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. O convênio trata-se de um intercâmbio para a realização de pesquisa, ensino, troca de informações, atividades culturais e científicas.
A Ecoa é eleita representante das ONGs do Centro-Oeste no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
A Ecoa propõe a criação da Câmara Técnica de Ecoturismo no Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) e a proposta é aceita.
Inicia o projeto Elaboração de mapas, com uma abordagem diferenciada, sobre áreas contíguas da Bolívia, Paraguai e Brasil possibilitando uma visão integrada da Bacia do Alto Paraguai. Estes documentos, produzidos em parcerias com ONGs desses países, apontam os grandes projetos de desenvolvimento previstos e em execução na região e também os povos indígenas, as populações tradicionais e os principais impactos socioambientais existentes.
1997
A Rede Ecológica de Notícias é reformulada por dois jornalistas e passa a ser chamada Ecologia em Notícias. A Ecoa consegue que a imprensa passe a dar mais destaque às questões ambientais, aliando-se na divulgação de campanhas. As edições semanais, finalizadas todas as quintas-feiras, são divulgadas por fax e correio eletrônico.
A Ecoa inicia a participação no monitoramento do Gasoduto Bolívia-Brasil para que os impactos negativos sobre o meio ambiente e sobre a população fossem minimizados.
É criado o grupo Ecoando, jovens de 16 a 21 anos, que trabalham como voluntários em defesa da vida. Realizam diversas atividades com o projeto Rios Limpos em Aquidauana e Corumbá, limpeza do "Inferninho" (em Campo Grande), palestras sobre ecologia e meio ambiente. Conheça mais o trabalho desenvolvido pelo grupo no site http://www.terravista.pt/ancora/1129/ecoando.htm
A Ecoa lança campanha nacional contra Hidrovia Paraguai-Paraná com o slogan "SOS Pantanal".
O projeto Centro Ambiental de Ação do Pantanal realiza expedição até a Ilha Ínsua, onde vivem os índios Guató. O Centro foi criado para dar suporte às ações e projetos, localizado em Corumbá, desenvolve a criação de um Centro de Referência do Pantanal.
Ecoa denuncia que aterro sanitário de Campo Grande, localizado na saída para Sidrolândia, se transformou num verdadeiro lixão.
1998
Ecoa faz várias denúncias e participa do monitoramento da Usina de Porto Primavera.
O projeto Centro de Ação Ambiental do Pantanal realiza a campanha "Pantanal Vivo é Rio Limpo, nas águas do rio Paraguai". Vários barcos de Corumbá participam recolhendo lixo do rio Paraguai.
A entidade defende a criação do Parque Nacional do Pantanal do Nabileque. Localizado entre as fronteiras do Brasil, Bolívia e Paraguai, o Pantanal do Nabileque sofre constantes ameaças à sua integridade como desmatamentos, queimadas, construção de diques, pesca predatória, caça e o turismo desordenado.
A Ecoa e outras entidades do FORMADS (Fórum de Meio Ambiente e Desenvolvimento de Mato Grosso do Sul) pedem transparência na elaboração do Projeto Pantanal. (Programa Pantanal)
Realiza o projeto Sistema de agroflorestas na aldeia Limão Verde, da etnia Terena, desenvolvido em Aquidauana, visa aumentar a produção agrícola pela recuperação do solo aliada à manutenção da biodiversidade, consorciando o cultivo de espécies nativas e introduzidas sem o uso de biocidas e queimadas. Ao incentivar a produção de mudas de espécies nativas pretende-se recuperar a vegetação original e tornar mais produtivo o extrativismo vegetal sem degradar o ambiente.
Em parceria com outras entidades intensifica as atividades do Centro de Ação Ambiental do Pantanal. O Centro realiza diagnóstico sobre índios Guató.
1999
Desde de 1997, quando acontece a entrega dos lotes aos pequenos produtores, a Ecoa acompanha o assentamento Andalucia. Em 99, a entidade elabora junto com os assentados o Programa de Desenvolvimento Sustentável e Conservação dos Assentamentos da Região de Nioaque. O Andalucia é escolhido para implantação do projeto piloto para ser aplicado em outros assentamentos da região para recuperação do Cerrado e geração de renda para as famílias. A Ecoa capacita os trabalhadores rurais com teoria e prática de educação ambiental, biodiversidade, recursos hídricos e formação de viveiristas. O assentamento Andalucia finaliza seu viveiro para produção de mudas do Cerrado.
A Ecoa começa a elaborar o subprojeto do Projeto Implementação de Práticas de Gerenciamento Integrado de Bacias Hidrográficas para o Pantanal e a Bacia do Alto Paraguai. O subprojeto visa pesquisar as condições de vida dos trabalhadores da isca e a implementação de ações para minimizar os riscos ambientais da atividade e a melhoria das condições de trabalho dos catadores de iscas.
Ecoa e Cedampo enviam carta ao governador para que a área Mata do Segredo seja definitivamente designada para fins de preservação permanente.
O Centro de Ação Ambiental do Pantanal muda de sede, sai de Corumbá e fica estabelecido na sede da Ecoa, em Campo Grande.
O projeto Alternativas para a comunidade indígena Guató busca condições para o desenvolvimento sustentável da etnia Guató, moradores da ilha Ínsua no Pantanal do Amolar. Dentre os programas desenvolvidos está o ecoturismo, oficinas de tecelagem, artesanato em madeira e cursos de resgate e difusão do uso da língua Guató.
É lançado Nos jardins submersos da Bodoquena, guia de identificação das plantas aquáticas da região do Planalto da Bodoquena. A obra é resultado do projeto de pesquisa sobre a flora da região. O guia tem mais de trezentas fotos da flora aquática do município de Bonito e região que subsidiam guias de turismo e a comunidade para a conservação destas espécies.
No dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, os membros da Ecoa vão para o calçadão da Barão do Rio Branco, em Campo Grande, distribuir mudas e expor os trabalhos elaborados com as comunidades. Grupos artísticos e representantes de entidades não-governamentais participaram do evento para despertar nas pessoas a importância deste dia.
A entidade comemora 10 de fundação e lança 15 cartões-postais e um pôster. Os cartões destacam os principais projetos desenvolvidos pela entidade e revelam riquezas de uma natureza ainda desconhecida da população, que fogem do tradicional roteiro turístico do Pantanal. Além das belas paisagens destacam espécies da fauna e da flora encontradas na região.
Lança o Troféu Moto-Serra para ser entregue nas comemorações do Dia da Árvore. O vencedor deste primeiro ano foi o ex-deputado Paulo Corrêa. Diversos segmentos da sociedade, entre autoridades, ambientalistas, estudantes e a população em geral votaram e elegeram o vencedor.