Ecoa - Rios Vivos

Você está em:

1990

1990/91

  • Desenvolveu campanhas e denunciou uma série de problemas ambientais que estavam acontecendo no Mato Grosso do Sul como a implantação de uma fábrica de cimento no coração da Serra da Bodoquena e o descaso da prefeitura de Campo Grande com o lixão de Itamaracá.

1992

  • A Ecoa participa da Eco 92, realizada no Rio de Janeiro, e se fortalece participando de várias discussões que iniciaram a criação de algumas redes nacionais e internacionais como a Coalizão Rios Vivos e a Rede Cerrado de ONGs.

1993

  • Inicia o estudo preliminar O Extrativismo e as populações tradicionais em Mato Grosso do Sul, para  buscar informações sobre as comunidades de MS que sobreviviam da extração de recursos naturais renováveis. O trabalho foi desenvolvido em convênio com o Ibama, cabendo ao CNTP (Centro Nacional para o Desenvolvimento Sustentado das Populações Tradicionais) o acompanhamento.

1994

  • O estudo preliminar O Extrativismo e as populações tradicionais em Mato Grosso do Sul é finalizado. Foram visitados 11 municípios, 16 grupos extrativistas, tendo sido percorridos aproximadamente 3,7 mil Km de carro e ônibus. Até então, não existia qualquer levantamento ou estudo que identificasse os grupos extrativistas do Estado. Este trabalho foi de fundamental importância para a Ecoa que baseada nos dados deste estudo passou a desenvolver projetos para a melhoria da qualidade de vida destas comunidades.

  • A Ecoa torna-se membro da coordenação e secretaria executiva da Coalizão Rios Vivos, que tem cerca de 300 organizações não-governamentais, comunidades tradicionais e povos indígenas da Europa, Estados Unidos, Paraguai, Bolívia, Argentina, Uruguai e Brasil. A Rios Vivos nasceu com a finalidade de barrar o megaprojeto Hidrovia Paraguai-Paraná, que na época era a principal ameaça para o Pantanal e a Bacia do Alto Paraguai. Mais informações no site www.riosvivos.org.br

1995

  • Em 13 de novembro foi finalizada a primeira edição da Rede Ecoa de Notícias, um informativo semanal com pequenas notas jornalísticas sobre as questões ambientais distribuído para mídia local, nacional e internacional via fax. A iniciativa tinha o objetivo de ecologizar os veículos de comunicação já que a mídia em geral não dava atenção as questões ambientais ou divulgava informações equivocadas. A iniciativa foi pioneira e provocou uma mudança na forma como mídia do Estado passou a abordar as questões ambientais. O veículo prioritário do informativo era o rádio por ter maior inserção nas camadas populares e regiões de difícil acesso. No mês de dezembro ganhou cara nova e passou a ser chamado de Rede Ecológica de Notícias.

1996

  • A luta contra a Hidrovia Paraguai-Paraná continua, a sede da organização muda para rua 14 de julho, um espaço maior onde a entidade pretendia crescer.

  • A entidade assina convênio de cooperação com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. O convênio trata-se de um intercâmbio para a realização de pesquisa, ensino, troca de informações, atividades culturais e científicas.

  • A Ecoa é eleita representante das ONGs do Centro-Oeste no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

  • A Ecoa propõe a criação da Câmara Técnica de Ecoturismo no Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) e a proposta é aceita.

  • Inicia o projeto Elaboração de mapas, com uma abordagem diferenciada, sobre áreas contíguas da Bolívia, Paraguai e Brasil possibilitando uma visão integrada da Bacia do Alto Paraguai. Estes documentos, produzidos em parcerias com ONGs desses países, apontam os grandes projetos de desenvolvimento previstos e em execução na região e também os povos indígenas, as populações tradicionais e os principais impactos socioambientais existentes.

1997

  • A Rede Ecológica de Notícias é reformulada por dois jornalistas e passa a ser chamada Ecologia em Notícias. A Ecoa consegue que a imprensa passe a dar mais destaque às questões ambientais, aliando-se na divulgação de campanhas. As edições semanais, finalizadas todas as quintas-feiras, são divulgadas por fax e correio eletrônico.

  • A Ecoa inicia a participação no monitoramento do Gasoduto Bolívia-Brasil para que os impactos negativos sobre o meio ambiente e sobre a população fossem minimizados.

  • É criado o grupo Ecoando, jovens de 16 a 21 anos, que trabalham como voluntários em defesa da vida. Realizam diversas atividades com o projeto Rios Limpos em Aquidauana e Corumbá, limpeza do "Inferninho" (em Campo Grande), palestras sobre ecologia e meio ambiente. Conheça mais o trabalho desenvolvido pelo grupo no site     http://www.terravista.pt/ancora/1129/ecoando.htm

  • A Ecoa lança campanha nacional contra Hidrovia Paraguai-Paraná com o slogan "SOS Pantanal".

  • O projeto Centro Ambiental de Ação do Pantanal realiza expedição até a Ilha Ínsua, onde vivem os índios Guató. O Centro foi criado para dar suporte às ações e projetos, localizado em Corumbá, desenvolve a criação de um Centro de Referência do Pantanal.

  • Ecoa denuncia que aterro sanitário de Campo Grande, localizado na saída para Sidrolândia, se transformou num verdadeiro lixão.

1998

  • Ecoa faz várias denúncias e participa do monitoramento da Usina de Porto Primavera.

  • O projeto Centro de Ação Ambiental do Pantanal realiza a campanha "Pantanal Vivo é Rio Limpo, nas águas do rio Paraguai". Vários barcos de Corumbá participam recolhendo lixo do rio Paraguai.

  • A entidade defende a criação do Parque Nacional do Pantanal do Nabileque. Localizado entre as fronteiras do Brasil, Bolívia e Paraguai, o Pantanal do Nabileque sofre constantes ameaças à sua integridade como desmatamentos, queimadas, construção de diques, pesca predatória, caça e o turismo desordenado.

  • A Ecoa e outras entidades do FORMADS (Fórum de Meio Ambiente e Desenvolvimento de Mato Grosso do Sul) pedem transparência na elaboração do Projeto Pantanal. (Programa Pantanal)

  • Realiza o projeto Sistema de agroflorestas na aldeia Limão Verde, da etnia Terena, desenvolvido em Aquidauana, visa aumentar a produção agrícola pela recuperação do solo aliada à manutenção da biodiversidade, consorciando o cultivo de espécies nativas e introduzidas sem o uso de biocidas e queimadas. Ao incentivar a produção de mudas de espécies nativas pretende-se recuperar a vegetação original e tornar mais produtivo o extrativismo vegetal sem degradar o ambiente.

  • Em parceria com outras entidades intensifica as atividades do Centro de Ação Ambiental do Pantanal. O Centro realiza diagnóstico sobre índios Guató.

1999

  • Desde de 1997, quando acontece a entrega dos lotes aos pequenos produtores, a Ecoa acompanha o assentamento Andalucia. Em 99, a entidade elabora junto com os assentados o Programa de Desenvolvimento Sustentável e Conservação dos Assentamentos da Região de Nioaque. O Andalucia  é escolhido para implantação do projeto piloto para ser aplicado em outros assentamentos da região para recuperação do Cerrado e geração de renda para as famílias. A Ecoa capacita os trabalhadores rurais com teoria e prática de educação ambiental, biodiversidade, recursos hídricos e formação de viveiristas. O assentamento Andalucia finaliza seu viveiro para produção de mudas do Cerrado.

  • A Ecoa começa a elaborar o subprojeto do Projeto Implementação de Práticas de Gerenciamento Integrado de Bacias Hidrográficas para o Pantanal e a Bacia do Alto Paraguai. O subprojeto visa pesquisar as condições de vida dos trabalhadores da isca e a implementação de ações para minimizar os riscos ambientais da atividade e a melhoria das condições de trabalho dos catadores de iscas.

  • Ecoa e Cedampo enviam carta ao governador para que a área Mata do Segredo seja definitivamente designada para fins de preservação permanente.

  • O Centro de Ação Ambiental do Pantanal muda de sede, sai de Corumbá e fica estabelecido na sede da Ecoa, em Campo Grande.

  • O projeto Alternativas para a comunidade indígena Guató busca condições para o desenvolvimento sustentável da etnia Guató, moradores da ilha Ínsua no Pantanal do Amolar. Dentre os programas desenvolvidos está o ecoturismo, oficinas de tecelagem, artesanato em madeira e cursos de resgate e  difusão do uso da língua Guató.

  • É lançado Nos jardins submersos da Bodoquena, guia de identificação das plantas aquáticas da região do Planalto da Bodoquena. A obra é resultado do projeto de pesquisa sobre a flora da região. O guia tem mais de trezentas fotos da flora aquática do município de Bonito e região que subsidiam guias de turismo e a comunidade para a conservação destas espécies.

  • No dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, os membros da Ecoa vão para o calçadão da Barão do Rio Branco, em Campo Grande, distribuir mudas e expor os trabalhos elaborados com as comunidades. Grupos artísticos e representantes de entidades não-governamentais participaram do evento para despertar nas pessoas a importância deste dia.

  • A entidade comemora 10 de fundação e lança 15 cartões-postais e um pôster. Os cartões destacam os principais projetos desenvolvidos pela entidade e revelam riquezas de uma natureza ainda desconhecida da população, que fogem do tradicional roteiro turístico do Pantanal. Além das belas paisagens destacam espécies da fauna e da flora encontradas na região.

  • Lança o Troféu Moto-Serra para ser entregue nas comemorações do Dia da Árvore. O vencedor deste primeiro ano foi o ex-deputado Paulo Corrêa. Diversos segmentos da sociedade, entre autoridades, ambientalistas, estudantes e a população em geral votaram e elegeram o vencedor.
Estas instituições apóiam projetos da ECOA e Coalizão Rios Vivos e não necessariamente as informações veiculadas no portal.
Conservacao Internacional InnBativel IUCN Mott Foundation
2004 © ECOA. Todos os direitos reservados
ECOA- ECOLOGIA E AÇÃO (67) 3324-3230